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Adeus, Roger Moore!

É sempre difícil falar da morte de um ator que foi muito presente em sua infância. É o meu caso com a notícia sobre o falecimento de Sir Roger Moore, aos 89 anos, vítima de câncer. 007 – o espião que me amava, estrelado por ele, foi o primeiro filme de James Bond que vi nos cinemas. Achei simplesmente o máximo. Ele não foi o melhor Bond, longe disso, mas tinha essa figura simpática que conseguia injetar um charme e um certo humor em tudo o que fazia. O cinema perde um lorde, e um pouco de sua classe, sem Roger Moore.

Nascido na Inglaterra, Roger chegou aos Estados Unidos em 1953, e logo conseguiu um papel de destaque em A última Vez que Vi Paris, ao lado da maior estrela da época, Elizabeth Taylor. Mas foi na TV, que teve seus maiores sucessos nesse tempo pré-Bond, com séries como O Santo e Persuaders, co-estrelado por Tony Curtis. Mas é claro que foi ao fazer o maior agente secreto da história, que ele ficou conhecido no mundo inteiro. Então como uma pequena homenagem, sugiro uma maratona, com as sete aventuras dele como Bond. A maioria envelheceu com o tempo, mas o charme e a ironia elegante de Roger continuam extremamente atuais.

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Com 007 viva e deixe morrer foi o primeiro filme em 1973. Era uma grande responsabilidade já que o Bond anterior, George Lazemby, havia sido um fracasso completo. Mas com a música-tema de Paul McCartney, a Bond girl Jane Seymour e o Vilão Yaphet Kotto, o filme foi um enorme sucesso. Pronto: Começava aí uma nova era!

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Em 1974, veio 007 contra o homem da Pistola de Ouro, com Britt Ekland e Christopher Lee. Só que este acabou naõ dando muito certo. Se tornou um dos menos rentáveis de toda a história do agente. Isso inclusive acabou atrasando a produção do filme seguinte, 007 – O Espião que me amava.

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007 – O Espião que me Amava só chegou em 1977. Mas valeu a espera. Até hoje é considerado um dos melhores da franquia, e era também o favorito de próprio Roger Moore. Teve também um vilão inesquecível, Richard Kiel, como Jaws, que inclusive voltaria no filme seguinte, 007 contra o Foguete da Morte.
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 Lançado em 1979, este inclusive tinha cenas até no Brasil, além de uma viagem ao espaço. A Bond girl da vez era Lois Chiles, talvez a mais bonita de todas elas. Foi também a última aparição de Bernard Lee, como M, pois o ator morreu um pouco antes do início das filmagens do filme seguinte, 007 – Somente para os seus Olhos.
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Somente para os Seus Olhos de 1981, tinha um tom um pouco mais sério. Mas o mais curioso é que uma das Bond girls era Cassandra Harris, que na época apresentou seu marido para o produtor Albert Broccoli. O nome dele era Pierce Brosnan, e o resto é história.

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Mas Roger Moore ainda teria mais dois filmes como Bond antes de Pierce assumir. O primeiro deles veio em 1983: 007 contra Octopussy. Quando foi lançado, teve uma concorrência direta com 007 – Nunca Mais Outra vez, com Sean Connery, obrigado a voltar devido a uma obrigação contratual.  Octopussy acabou sendo mais bem-sucedido na bilheteria.
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O último filme de Roger como Bond foi 007: Na Mira dos Assassinos, em 1985. Aos 57 anos, ele se tornou o ator mais velho a encarnar Bond. Mas era claro que não dava mais, especialmente nas cenas de amor com Tanya Roberts, que na época ainda não tinha nem 30 anos. É também o filme que o ator menos gostava.

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 Obrigada, Sir Roger Moore!

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