A gente já sabe que as pessoas estão divididas em extremos. Seja quanto a política, beleza, e claro, filmes e séries. Não há mais meio termo. E isso parece ainda mais claro com o novo filme de Tom Cruise, Digger, que estreia nessa quinta nos cinemas. As críticas norte-americanas, que foram liberadas hoje (29), vão do “insuportável” até o “sensacional” segundo levantamento do The Hollywood Reporter. E creio que por aqui não vai ser diferente, até porque é uma sátira que fala sobre assuntos espinhosos que envolvem a política global, e como os poderosos fazem o querem. Analisando o filme e seu roteiro, estou no grupo do sensacional.

Digger acompanha o homem mais poderoso do mundo que, após provocar um desastre ambiental de proporções globais, começa uma missão intensa para reparar os danos que ele mesmo causou e provar que é o salvador da humanidade. Em uma corrida contra o tempo, ele precisa enfrentar as consequências de suas decisões antes que a crise saia completamente do controle e ameace o futuro do planeta. Nessa trajetória, o bilionário cruza o caminho de algumas das figuras mais influentes do mundo, incluindo o presidente dos Estados Unidos.
O que achei?
Uma coisa já digo com certeza, você não sairá indiferente da sessão de Digger. Visualmente estupendo, com uma trilha sonora inesperada, o filme toca em feridas sobre aquecimento global, poderosos fazendo enormes besteiras em sua busca por mais dinheiro e mais poder. E ainda, um discurso de Digger para políticos europeus, que vai deixar muita gente de estômago embrulhado, fará outros darem risadas (nervosas, claro), e ainda inspirará aplausos de outros.

Aliá , o roteiro é surpreendente, especialmente pelas suas duas situações paralelas (não vou entregar mais aqui). E o final, que é um soco na cara. Mas ainda há grandes atuações – quase participações especiais, na verdade – de Emma D’Arcy (de A Casa do Dragão), Sandra Huller e Michael Stuhlbarg. No elenco com mais chances estão Riz Ahmed, Jesse Plemons e John Goodman. Todos obviamente ali não só pela oportunidade de trabalhar com o diretor Alejandro Iñarritu, mas também pela força do roteiro do filme.

E claro, tem Tom Cruise. Não sou uma fã aficionada por ele, mas admiro sua determinação e vontade de fazer as coisas acontecerem em Hollywood. Aqui o objetivo é claro, ele quer um Oscar de atuação (ele já recebeu um honorário em 2025). E sinceramente, acho que é o mais perto que já chegou. Tom ficava na maquiagem de rosto e corpo por mais de 6 horas. E o resultado é incrível. Ele também deixa de lado todos os seu trejeitos, e se joga totalmente no papel. Mais uma vez tenho que citar a cena do discurso para os políticos (para mim o ápice do filme). É para aplaudir de pé.

Com certeza Digger não será um enorme sucesso de bilheteria, do tipo que Tom Cruise está acostumado. Mas que é uma grande obra, ah isso é!









































