Quando Sequestro no Ar estreou na Apple TV em 2023, a série foi um enorme sucesso. Na ocasião escrevi que ela “mantém o suspense – e a tensão – todo o tempo (crítica aqui). Se passava num avião, e apesar de alguns momentos inacreditáveis, rsrs, fazia com que você se sentisse envolvido. E isso não só com o personagem principal, feito com o carisma de sempre por Idris Elba, mas também com os personagens do avião sequestrado, e o pessoal em terra que tentava salvar todo mundo. Muito, muito boa. E como ela fechou de uma maneira tão redondinha, fiquei surpresa quando a Apple anunciou uma segunda temporada, agora com o título brasileiro reduzido a Sequestro (afinal não se passa mais no ar, rs). Pena que essa nova temporada, que agora está completa também na Apple TV, não funciona.

Após o sequestro aéreo, o cenário muda para o subsolo de Berlim, com cerca de 200 passageiros reféns em um trem. Mais uma vez, Sam se encontra no centro da crise, onde uma decisão errada pode custar centenas de vidas. Enquanto fora do veículo as autoridades lutam para salvar centenas de vidas, Sam tenta novamente utilizar suas habilidades como negociador para resolver a situação. Uma intermediação nada fácil, visto que uma decisão errada pode significar um desastre.
O que achei?
Já aviso que se você não tiver visto a primeira temporada da série, vai ficar perdido em muita coisa. Uma das coisas boas da anterior é que você conhecia os personagens dos sequestrados, e se importava com eles. Agora, na segunda, tudo é mais confuso, todas as pessoas tem mais ou menos a mesma cara (rsrs). Também há muitas situações paralelas que acontecem numa rapidez, que você provavelmente vai ter que voltar para ver de novo. Confesso que não entendi muito as motivações dos chefes do sequestro, nem a maneira como Sam se envolve na história. E ainda por que Marsha foi para um lugar se ninguém por perto? Já Archie Panjabi, que teve ótimos momentos na primeira temporada, é pouco mais que uma figurante nessa. Ou seja, complicou…

E ainda há o agravante de tudo se passar num vagão de metrô. É claro que há o fator da claustrofobia (só pensar em ficar presa num trem desse já me dá desespero). Entretanto, fico pensando como em vários momentos a sala de controle perde o trem de vista (não entendo nada de engenharia, mas… Até mesmo Idris Elba parece estar meio apático. Talvez porque tem pouco a fazer, e fica repetindo praticamente as mesmas frases de novo e de novo – #semspoilers.

Mas, claro, mesmo nos seus piores momentos, Idris é sensacional, puro carisma, e sempre vale a pena vê-lo. Também há a presença de Toby Jones, num personagem que parece que muda totalmente no meio do caminho, e a ótima Christiane Paul, com a oficial Ada Winter. Adoro ela.










































