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Meu Pai é triste, incômodo, mas indispensável!

Meu Pai é um dos filmes que esteve desde o início bem presente na Temporada de Premiações. Agora no Oscar, que acontece dia 25, concorre a seis estatuetas. Melhor filme, ator (Anthony Hopkins), atriz coadjuvante (Olivia Colman), roteiro adaptado, edição e design de produção. Poderia ganhar qualquer um deles que seria merecido. O filme deveria ter estreado nacionalmente nos cinemas, mas com a situação da pandemia, vai estrear nas salas somente no Rio de Janeiro, Florianópolis e Brasília. No resto do país, ele vai direto para as plataformas digitais. Chega amanhã (9)  no Now, Itunes (Apple TV) e Google Play somente para compra. Já a partir de 28 de abril, o filme ficará disponível também para aluguel nessas plataformas já citadas e também na Sky Play e na Vivo Play.

Meu Pai é baseado na peça do dramaturgo francês Florian Zeller,  que dirige o filme.  Tanto que praticamente tudo se passa dentro de um apartamento. Ele aborda a relação entre Anthony (Hopkins) e sua filha, Anne (Colman). Ele, aos 81 anos, vive sozinho em Londres. Só que recusa a ajuda de enfermeiros e cuidadores que ela tenta impor. Quando ela resolve se mudar para Paris com seu companheiro, surge um impasse. Como o pai ficará completamente sozinho? Nesse momento, o homem começa a duvidar se ela realmente o ama e da sua própria sanidade.

Falando sobre o filme…

Lendo assim a sinopse, o filme parece um drama simples e direto. Mas o roteiro de Meu Pai é muito mais que isso. Antes de assistir o filme, preferi não ler nada sobre ele. Não vi críticas americanas, nada que pudesse estragar a experiência. Dessa forma, prefiro não entrar em detalhes aqui também. Isso porque o diretor optou por acompanhar totalmente o ponto de vista de Anthony. Portanto, você sofre e se sente totalmente perdido ao assistir ao filme. Exatamente como ele.

A peça já foi montada no Brasil, com Fulvio Stefanini. Eu assisti, mas confesso que só associei a peça com o filme quase no final. O que foi ótimo para que eu aproveitasse ainda mais a história. Mas, é claro, Meu Pai é incômodo, e extremamente triste. Se você não está no clima de tristeza, é melhor evitar. É claro que vai perder um filmão, mas…

E ainda é impossível não mencionar o trabalho dos atores. Anthony Hopkins, faz um monte de filmes em que parece que está com freio puxado – tipo Transformers, né?. Mas aí faz um filme como Meu Pai, que demonstra a razão pela qual ele é um dos grandes atores da história. Olivia Colman está ótima como sempre, como a filha. E o elenco ainda tem participações inesquecíveis de Olivia Williams, Imogen Poots e Rufus Sewell.

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