Você provavelmente já ouviu falar de – ou viu – algum filme ou série com Mario Casas. Ele é um ator espanhol bem bonito e interessante, que estrelou produções como Um Contratempo, O Barco (está na Prime Video) e O Inocente (Netflix). Em Agente Zeta, que está disponível na Prime Video, é seu mais filme mais recente. Trata-se de uma produção espanhola que tem um clara vontade de se tornar uma nova franquia num estilo Jason Bourne latino. Tem bons momentos, mas também enrola demais, com explicações demais.

Quatro ex-agentes do serviço secreto espanhol são assassinados simultaneamente ao redor do mundo. A CNI descobre que todos participaram da ‘Operação Ciénaga’ décadas antes na Colômbia. E com isso resolvem tirar o agente Zeta (Mario Casas) de seu período sabático. Zeta é o melhor agente da CNI. Ele deverá encontrar e proteger o único sobrevivente em sua mais perigosa missão, até então. E mesmo sem ele esperar, uma agente da Colômbia, conhecida como Alfa, se juntará a Zeta. E ela parece saber mais sobre a ‘Ciénaga’ do que ele.
O que achei do filme?
Mario Casas tem carisma e funcionaria perfeitamente como um personagem de uma franquia de agente secreto. Só que o roteiro teria que ser mais objetivo, se tantas explicações e idas e vindas. A ação se alterna entre o presente e momentos do passado. Também viaja pela Colômbia e pelo Rio de Janeiro (tem uma boa cena de perseguição numa favela). A cartilha aqui é clara, pegando exemplos de outras séries de sucesso do gênero. Há elementos por exemplo de Citadel, ou ainda de Jack Ryan, só para citar duas da mesma Prime Video.

O filme começa bem, e até termina bem, deixando uma porta escancarada para uma sequência. O problema é a enrolação no meio. Ou seja, não precisava ter 2h13 de duração. Mas Mario Casas e seu charme funcionam sempre.










































