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A relação de pai e filha de On the Rocks, de Sofia Coppola

Não sou grande fã dos filmes dirigidos por Sofia Coppola. Sinto um certo vazio em suas histórias. Isso fica especialmente claro em Maria Antonieta e o recente O Estranho que Nós Amamos. Mas com as indicações de Bill Murray para a Temporada de Premiações, resolvi dar uma chance ao seu útlimo filme , On the Rocks. Trata-se de uma comédia dramática, ou talvez um drama com um pouco de comédia. É estrelado por Murray e Rashida Jones (filha de Quincy Jones). Está disponível na Apple TV Plus.

Laura (Rashida Jones) é uma escritora casada e com dois filhos. Cheia de afazeres, ela estava sofrendo um bloqueio criativo. E, como se não bastasse, ela ainda começa a desconfiar que o marido a está traindo. Com tudo isso, ela resolve se reaproximar de seu pai playboy (Bill Murray), e pedir ajuda. O reencontro entre os dois se torna bem intenso. E logo ambos embarcam em uma aventura investigativa pela cidade de Nova York.

A crítica

O filme, é claro, tem alguns silêncios, uma certa tristeza presente a todo o momento. Afinal, essa é a marca da diretora/roteirista Sofia Coppola. Laura, a personagem principal, numa atuação totalmente contida de Rashida Jones, parece que nunca tem um momento totalmente feliz. Com isso, o filme apresenta como conflito principal a desconfiança de Laura. Mas na verdade não é isso. On the Rocks é sobre a relação de uma mulher com seu pai mais famoso, mais interessante, e todos os conflitos agregados durante anos. É fácil de entender o que atraiu não só a diretora como também a atriz. Só lembrando, Francis Ford Coppola, o cara que fez O Poderoso Chefão, é pai de Sofia. E um dos maiores músicos de todos os tempos, Quincy Jones, é o pai de Rashida. É só fazer as contas…

Ainda assim, esse é o filme mais “solto” da carreira de Sofia. Em alguns momentos, lembra Woody Allen. Especialmente por fazer de Nova York um personagem da história.Adorei poder me sentir imersa novamente nessa cidade da qual sinto tanta saudade.  On the Rocks possui vários momentos divertidos, praticamente todos eles provocados por Bill Murray, que está concorrendo a vários prêmios. Ele parece estar fazendo o de sempre, mas aí acontece uma cena simples e magistral. É quando ele está falando sobre uma ex-namorada que morreu. É de ficar com um nó na garganta.

O problema do filme é o seu final. Ele é tão sem graça, que deixa um certo vazio. Fica um gostinho de “quero mais”. Ou ainda, “será que não vai acontecer mais alguma coisa?” Uma cena pós-crédito talvez? Não, é só aquilo mesmo.  Mas, de qualquer maneira, foi o filme de Sofia Coppola que mais me envolveu até hoje.

 

 

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