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A comédia romântica ácida de Madame

Quando Madame foi exibido nos cinemas, eu acabei perdendo. Foi um daqueles que entrou e saiu rapidamente. Agora, resolvi isso assistindo na Amazon Prime – também tem na Globoplay e no Telecine. Ele é apresentado como uma comédia, e tem realmente momentos muito divertidos. Mas a história também tem um lado amargo, com crítica social, e realmente revoltante. No final, é uma comédia romântica diferente de todas que você já viu.

Os americanos Anne e Bob  (Toni Colette e Harvey Keitel) moram há pouco tempo em Paris. Um dia, eles organizam um luxuoso jantar para 12 pessoas. Só que uma presença inesperada faz o número virar 13. É quando a supersticiosa anfitriã se recusa a dar chance ao azar. Com isso,  transforma a empregada Maria (Rossy de Palma) em uma convidada especial espanhola. Inicialmente receosa, ela acaba conquistando um comerciante de arte britânico com seu jeito único. Só que o relacionamento se aprofunda para além da noite de festa. E provoca o desespero dos controladores patrões de Maria.

O que achei do filme?

O filme tem uma brilhante direção de arte, figurino, e, claro , Paris . O filme começa como uma comédia romântica, mas na verdade é bem mais que isso. Usa a sátira e a ironia para fazer uma crítica social, a vida vazia daquelas pessoas, sempre insatisfeitas. No meio disso tudo, aparece a naturalidade de Maria, que cuida de todos e se abre para a possibilidade de um amor. Maria e Anne são dois extremos. Anne poderia ter tudo, mas tem uma inveja mortal de tudo que Maria conquista. Mesmo que ela tenha a possibilidade financeira de conseguir buscar seus sonhos.

Toni Colette faz de maneira perfeita (e está super bem vestida) essa mulher infeliz e invejosa. Rossy De Palma, grande e feia, se torna apaixonante por sua doçura e naturalidade. A relação dessas duas é a base do filme. E é uma delícia ver os embates dessas duas.

Muitas críticas reclamaram do final de Madame. Num primeiro momento fiquei meio chocada. “Como assim esse é o fim?”. Mas, com o tempo (o filme ficou na minha cabeça), me pareceu o mais apropriado. Há várias interpretações  sobre como o que teria acontecido. Eu tenho minha versão, que, infelizmente, é a mais triste – #semspoilers. Mas, mesmo sendo uma romântica incurável, me deixou satisfeita com o resultado.

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