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A chocante história sobre a indústria farmacêutica da série Dopesick

Eu gosto bastante de filmes que tratam de histórias reais. Do tipo que mostram pessoas comuns lutando para que poderosos não façam aquilo que bem entendem. É o princípio, por exemplo de O Preço da Verdade, Spotlight – Segredos Revelados ou Quanto Vale?. Esses dois últimos são estrelados por Michael Keaton. Cheguei até a fazer aqui uma matéria sobre os papéis em que ele tem uma busca incansável pela verdade, rsrs. Essa semana vi mais um deles, a minissérie Dopesick, de 8 episódios, que está disponível no Star Plus.

Dopesick é baseada no livro de Beth Macy, Dopesick: Dealers, Doctors and the Drug Company that Addicted America. Conta um problema de saúde pública que a gente ficou sabendo pouco por aqui – bem, pelo menos eu não conhecia.  A farmacêutica Purdue Pharma promoveu agressivamente o OxyContin, um analgésico altamente viciante. Ela começou  a “crise de opioides”. Esta causou meio milhão de mortes por overdose nos Estados Unidos desde 1999.

A história de Dopesick

A série mistura personagens reais com ficcionais. Mas, pelo que pesquisei todos os principais fatos estão ali. O filme é claramente dividido em três núcleos. Um deles é o da família Sackler, que coloca no mercado um remédio para dor, o Oxycotin. Considerado ovelha negra da família, Richard (Michael Stuhlbarg – assustador) está determinado a tudo para fazer com que isso seja um grande sucesso. Outro é o da pequena cidade onde o médico Samuel Phinnix (Michael Keaton, surpreendentemente contido) cuida de todo mundo. Um belo dia ele recebe a visita de um vendedor da Purdue que o convence que o Oxycotin é o melhor remédio do mundo para dor. Confiante pela aprovação da FDA, ele começa a receitar para todos os seus pacientes, inclusive a jovem Betsy (Kaitlyn Dever, sensacional).

O terceiro grupo se divide em dois. Acompanhamos o trabalho tanto da dupla de investigadores Rick and Randy (Peter Sarsgaard e John Hoogenakker, fazendo personagens que realmente existiram) como o da agente do DEA, Bridget (Rosario Dawson). Todas essas histórias se interligam para cobrir um período inicialmente de cerca de nove anos.

O que achei?

A história traz uma revolta atrás da outra. Desde a corrupção, a ganância, a falta de informação, até a completa falta de empatia com o drama dos outros. Há uma quantidade infindável de informação sobre o que ocorreu. E é chocante ver como as coisas aconteceram daquela forma. Você pode se sentir perdido boa parte do tempo. Especialmente com o formato confuso da ida e volta dos acontecimentos por ano. Os mais usados são 1996, 1999, 2002 e 2005. Há também uma quantidade enorme de personagens. Muitos nomes são mencionados todo o tempo. Tive que voltar várias vezes para entender direito o que estava acontecendo.

Mas isso não impede que a história seja importante, envolvente. Vai deixar você deprimido ou enraivecido – ou ambos. Dependendo de como vê a vida. Mesmo nesse mundo com histórias absurdas que vivemos todos os dias, a de Dopesick ainda vai conseguir chocar você.

O elenco e a produção

O elenco está todo perfeito. Michael Keaton, Peter Sarsgaard e John Hoogenakker, Rosario Dawson, Kaitlyn Dever, Mare Winninghan, Michael Stuhlbarg, Jake McDorman, e Will Poulter e Phillipa Soo. Aliás, o personagem dela é um dos mais revoltantes que vi em tempos recentes. Já faz algum tempo que estava ensaiando para assistir  Dopesick (na tradução, viciado em drogas). Mas acaba desistindo porque sempre entrava algum filme mais urgente para ver. Mas decidi agora já que a minissérie tem três indicações tanto para o Globo de Ouro como para o Critics Choice. São eles melhor série limitada, ator (Michael Keaton) e coadjuvante (Kaitlyn Dever).

A produção é de Danny Strong. Quem diria que o ator coadjuvante de Buffy seria esse superpoderoso da indústria? Só poderia ter conseguido umas perucas melhores. Havia momentos em que elas chamavam atenção demais, rsrs.  Essa brincadeirinha final é só pra relaxar depois de ver uma série com um tema tão pesado. Mas com um tema tão importante.

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