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Uma noite com Magnífica 70 e Westworld

Para aqueles que acham que o domingo não tem opções na TV, a não ser a “depressão Fantástica “, fica aqui a minha dica para amanhã (2): tem a estreia de uma nova temporada e de uma nova série que valem a pena na HBO. Eu assisti aos primeiros episódios da segunda temporada da produção nacional Magnífica 70 e também à estreia da esperada Westworld, produzida pelo gênio J.J. Abrams, e gostei do resultado das duas. Veja abaixo:

Às 22 horas tem o início da segunda fase de Magnífica 70, a série sobre os acontecimentos que envolvem as pessoas de uma produtora da Boca Do Lixo, em São Paulo, a Magnífica. Nesta nova temporada, que se passa em 1975, a produtora passa por momentos conturbados, já que está sendo chantageada para participar de um esquema de corrupção junto à Embrafilme. Enquanto “os magníficos” (Marcos Winter, Adriano Garib  e Maria Luísa Mendonça) ajudam os corruptos, eles buscam também uma maneira de se libertar da chantagem. Além disso, pressionada pelo delegado Santos, Dora (Simone Spoladore, para mim, o grande problema da série) retorna à produtora para tentar “desvendar” quem matou Larsen (Stepan Nercessian), passando assim por um grande dilema. Afinal, sua saída da Boca para estrelar uma novela não saiu bem como ela esperava.

Com certeza, Magnífica 70 é uma das mais bem-sucedidas produções nacionais para a TV, com excelente direção de arte, roteiro e adequação à época (aliás um trabalho primoroso de figurinos, iluminação, maquiagem). Se não conhece , a primeira temporada está disponível na HBO GO. É uma oportunidade para conhecer uma época em que o patrocínio era conseguido a duras penas, não havia verba de governo, e todo mundo fazia um pouco de tudo. Uma lição de cinema ( e de TV).

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Logo depois, às 23 horas, também na HBO, tem a estreia de Westworld, em lançamento simultâneo com os Estados Unidos. Produzida por J.J.Abrams, a série de 10 episódios é baseada no filme de 1973, Westworld – Onde Ninguém tem Alma, que pouca gente deve lembrar, mas era estrelado por Yul Brynner. O roteiro era de Michael Crichton, mas pelo que pude perceber após assistir ao primeiro episódio, a abordagem é bem diferente desta nova série. Em comum, a espinha dorsal da história: num parque de diversões no futuro  com o tema de faroeste, seres artificiais começam a ter problemas de funcionamento.  Aqui, o primeiro episódio mostra claramente a divisão de dois universos, o de ficção científica, que mostra todas as engrenagens e os cientistas que trabalham na execução do parque e dos seres que o habitam, e o faroeste, onde os androides recebem os visitantes que chegam ao parque, em busca de uma aventura das antigas. Só que já no primeiro momento, algumas coisinhas começam a dar errado, antevendo uma rebelião das máquina que provavelmente virá.

O comprometimento com a produção é grande. Com um orçamento total de 58 milhões de dólares, as filmagens da série chegaram a ser adiadas para que novos roteiristas conseguissem finalizar o trabalho. Além disso, o elenco está cheio de astros. Anthony Hopkins é o criador de todo esse universo, mas a série ainda tem James Marsden, Evan Rachel Wood (num papel para finalmente transformá-la em estrela), Thandie Newton, Ben Barnes, um assustador Ed Harris como alguém que se aproxima do ersoangem que era vivido por Yul Brynner no filme original, o homem de preto, Jeffrey Wright, Tessa Thompson, Ben Barnes, e, é claro, o brasileiro Rodrigo Santoro, como um vilão. O primeiro episódio, que apresenta a maioria dos personagens, já vicia.  Ou seja, prepare-se para as próximas semanas…

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