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Para quem gosta de musicais…

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Para quem é fã de musicais, as coisas parecem positivas atualmente no cinema. La la land – Cantando Estações foi um enorme sucesso, agora A Bela e a Fera quebra todos os recordes de bilheteria. Será que isso é suficiente para quebrar o incompreensível preconceito que muitos têm com relação ao gênero?  Enquanto no cinema, as opções eram escassas nos últimos tempos, na TV, várias séries mantém a tradição de ter episódios musicais. Esta semana, o acontecimento foi o crossover musical de episódios de Supergirl e The Flash. Foi um furacão positivo nas redes sociais após sua exibição nos Estados Unidos na última segunda e terça feira. A crítica também amou. E com isso, o canal Warner tomou uma atitude fora do comum. Adiantou a exibição que aconteceria na primeira semana de abril e vai mostrar os dois episódios neste domingo, 26, a partir das 23.15h.

supergirl flash musical crossover

Neles, Kara (Melissa Benoist) e Barry (Grant Gustin) são colocados numa realidade alternativa (mais uma) pelo Music Meister (Darren Criss), onde a vida parece um musical de cinema dos anos 40. A única maneira de escapar é seguir o roteiro do vilão até o final. Os amigos dos dois super-heróis acabam todos como personagens dentro desse filme, inclusive Victor Garber, que é Martin Stein em Legends of Tomorrow (como ele também canta, o incluíram na história).

Essa foi uma oportunidade de usar os talentos musicais de Melissa e Grant, que foram revelados em Glee – outro sucesso musical da TV – sem esquecer que Darren Criss também participou da série.  Os dois cantam músicas escritas pelos mesmos autores das músicas de … La La Land, Benj Pasek e Justin Paul.

Mas para quem pensa que episódios musicais são uma novidade na TV, veja só aqui alguns exemplos:

  • Grey’s Anatomy

O episódio Song Beneath a Song aconteceu na sétima temporada e mostrava um momento pós acidente de carro de Callie (Sara Ramirez) e Arizona (Jessica Capshaw). Callie entra em coma e imagina todos os médicos do Seattle Grace dançando e cantando. A própria criadora da série Shonda Rhimes escreveu o roteiro,  e confiava muito nos talentos vocais de Sara Ramirez, que chegou a ganhar um Tony (o Oscar do  teatro) pelo musical por Spamalot. O resultado foi meio estranho, mas a atitude de Shonda de fazer um musical de uma série tão…inesperada tem de ser aplaudida.

Só que Grey’s não foi a primeira série médica a enveredar por esse caminho. Antes dela, a pouco lembrada, mas ótima, Chicago Hope, a e comédia Scrubs já haviam feito isso. Em ambos os casos, com diferentes resultados, um paciente com aneurisma sofria pensando que todos os médicos cantavam…

  • Fringe

Nenhuma série soube misturar tantos gêneros como Fringe. Nesse episódio da segunda temporada, Brown Betty, Walter (John Noble) está sob o efeito de drogas, então imagina Olivia (Anna Torv) como uma detetive dos anos 40, e Peter como um homem procurado por ter roubado o coração de vidro de Walter. É bem ao estilo Fringe, inclusive com a música Candy Man, cantada por cadáveres. Ou ainda essa  primeira cena de amor entre Olivia e Peter (Joshua Jackson).

  • Xena: A Princesa Guerreira

Xena teve dois episódios musicais. Na quinta temporada, Lyre, Lyre, Hearts on Fire, e na terceira, The Bitter Suite. Este último foi o mais elogiado e chegou até mesmo a ter indicação para o Emmy. Nele, Xena (Lucy Lawless) e Gabrielle (Renee O’Connor) ficam presas em Illusia, onde são obrigadas a enfrentar os problemas em seu “relacionamento”.

  • Buffy- A Caça-Vampiros

O melhor de todos eles, em minha opinião, foi esse episódio da sexta temporada de Buffy.  Há um novo demônio na cidade que está fazendo com que todos os habitante de Sunnydale cantem sem parar. Os resultados dos atores que não estavam acostumados a soltar a voz são diversos. Mas o episódio está entre os melhores e mais diferenciados da série.

Há muitos outros episódios de séries, e além deles, existiu Glee, que fez com que todos nós esperássemos pela semana seguinte para saber qual seriam as músicas do próximo episódio. Dá para ver que sou fã do gênero, não é?

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