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Para conhecer as duas temporadas da ótima Deadwind

Até a chegada da Netflix, a gente tinha pouco acesso à produções escandinavas. Desde então, várias produções para a TV, especialmente policiais foram disponibilizados. Há pouco vi O Assassino de Vallhalla, e gostei bastante. Quando vi que a Netflix ia lançar a segunda temporada de Deadwind, uma produção finlandesa, me interessei em conhecer a primeira. Foi uma ótima surpresa. As duas temporadas trazem dois casos de assassinato diferentes investigados pelos detetives Sofia Karppi (Pihla Viitala) e Sakari Nurmi (Lauri Tilkanen).

A primeira temporada

Com 12 episódios, a primeira temporada de Deadwind apresenta os personagens principais, que são reunidos, a princípio a contragosto, para investigar o assassinato de uma jovem, cujo corpo foi encontrado em construção. Sofia está assumindo seu primeiro caso depois de ter ficado viúva, e deixada com um filho pequeno, e uma jovem, resultado do primeiro casamento do marido. Sofia é uma daquelas heroínas determinadas e extremamente inteligentes. Só que também não tem papas na língua. Acostumada a trabalhar sozinha, ela têm dificuldades em se adaptar à presença de seu novo parceiro, Nurmi. Paralelamente, Sofia têm dificuldades em lidar com os problemas dos filhos.

A primeira temporada é inteligente –  eu só descobri quem era o culpado no ultimo episódio. Mas por outro lado, há muitas idas e vindas, com alguns assuntos coadjuvantes que tomam muito tempo. E, é claro, tiram o foco da relação entre os dois detetives e sua busca pela verdade. Apesar disso, é muito satisfatória. Sofia é uma daquelas heroínas que vieram para ficar, mesmo com todos os seus defeitos. E o relacionamento dela com Nurmi (Lauri Tilkanen é bem bonito!) é extremamente interessante. É clara a admiração e a atração, mas é  também compreensível a dificuldade de fazer as coisas acontecerem. Nunca soa falso, ao contrário, você torce por eles todo o tempo.

A segunda temporada

Essa nova temporada de Deadwind, que estreou agora no dia 1 de julho, têm somente oito episódios. Com isso, a história flui melhor. Tudo é mais direto e objetivo. Ainda há as histórias secundárias, mas dessa vez achei que elas estão mais conectadas com a principal.  Sofia e Nurmi têm um novo caso onde dois corpos são encontrados em condições semelhantes, e alguém próximo  também é assassinado, deixando uma mensagem para os detetives decifrarem. Paralelamente há um envolvimento político  da prefeita de Helsinque,  Sara Tulisuo (Leena Pöysti), e a construção de grande túnel.

A produção aqui está bem melhor, desde a fotografia até o cabelo de Sofia. Também demonstra ser um policial “raiz”, com várias reviravoltas que mantém a audiência completamente envolvida. Não é uma série inovadora, mas entretém com estilo quem espera uma boa história policial. O final, que deixa claro mais um problema para Sofia, dá vontade de ver uma nova aventura de Karppi e Nurmi.

Lauri Tilkanen (Sakari Nurmi), Pihla Viitala (Sofia Karppi)

 

 

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