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Os caminhos de Orange is the New Black

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Nas indicações do Emmy, Orange is the New Black confirmou como a série ainda é uma favorita de público e crítica. Dessa vez, concorre como melhor série dramática, uma bem-vinda mudança, já que eu pelo menos nunca entendi a razão dela ser vista como comédia, como em anos anteriores. Baseada no livro de sucesso de Piper Kerman, que descreve sua experiência numa prisão de mulheres durante um ano devido ao envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, Orange foi o primeiro grande sucesso entre os conteúdos originais da Netflix. E ainda hoje  chama a atenção. Tanto que mês passado, quando as atrizes Uzo Aduba, Natasha Lyonne e Samira Wiley estiveram em São Paulo,  chamaram muita atenção ao participar da Parada Gay em São Paulo.

Na ocasião, eu conversei com as três, que falaram sobre a experiência de fazer a série, inclusive se esperavam que o sucesso viesse dessa maneira. Uzo Aduba, que já ganhou um Emmy no ano passado (e concorre novamente este ano), foi com certeza aquela que teve uma mudança maior na carreira. “Definitivamente eu não imaginava. Afinal não existia anteriormente o streaming em produtos de TV anterior à Netflix. E eu não creio que há uma forma de prever quando alguma coisa é tão diferente em termos de história, de representação, do que é pedido ao elenco e ao pessoal criativo envolvido. Eu não creio era possível olhar e dizer, sim, essa coisa que você nunca viu igual será um sucesso. Eu creio que nós estávamos muito felizes por contar essa grande história, conhecer estas pessoas incríveis e fazer novos amigos…”

Já para Natasha Lyonne, que eu me lembro de ter visto pela primeira vez naquele adorável filme de Woody Allen, Todos Dizem Eu te Amo, a série foi um bem recebido momento de renascer das cinzas. Ela ficou conhecida do grande público por sua atuação em  todos os filmes de American Pie, além de elogiados papéis no teatro. Mas em 2008 teve que dar uma parada depois de problemas  com a polícia por dirigir sob a influência de álcool, e uma infeção bacteriana. “Eu creio que em minha vida pessoal eu sofri  por ser auto-consciente ou por sentir que ocupava muito espaço. Ou ainda entrar numa sala e falar alto e ser engraçada demais. Na série, consegui a aceitação de um personagem  (Nicky), que é ainda maior do que eu, com o cabelo grande e os problemas. Aqui, há tantas de nós e nós somos todas únicas em nossa própria maneira. Há espaço nos materiais, nos roteiros, ou seja há espaço suficiente para nós quando trabalhamos nessa indústria!”

As três primeiras temporadas de Orange is the New Black estão disponíveis na Netflix. A quarta, que deverá estrear em junho de 2016, foi aprovada antes mesmo da terceira estrear. E se você desejar saber algumas coisinhas sobre o que vem por aí, continue a ler. Se não, SPOILER!!!

– Como se viu no final da última temporada, novas prisioneiras vão chegar a Litchfield, portanto isso quer dizer que novos personagens com certeza vão aparecer. Já foi anunciado que Jolene Purdy, a Dodee de Under the Dome, participará da temporada mas ainda não se sabe se como presa ou não.

-Duas figuras conhecidas agora fazem parte do elenco regular: Jackie Cruz (Flaca) e Lea DeLaria (Big Boo), que provavelmente terão uma participação maior na história.

-Você nunca sabe de verdade o que pode acontecer com Laura Prepon (Alex) em Orange is the New Black. No passado, havia sido falado que ela sairia da série, depois acabou voltando. O certo é que apesar de Alex ter terminado a última temporada enfrentando um assassino, Laura postou em seu Instagram uma foto sua com um crachá. A legenda dizia “feliz por estar aqui para fazer mais uma grande temporada para vocês.  #season4 #alexvause #Oitnb”. Sempre pode ser por um episódio só, mas aparentemente Alex vai sobreviver a mais essa situação.

– Dois nomes famosos, a vencedora do Oscar, Mary Steenburgen, e Blair Brown, vista há pouco tempo em Fringe, também participarão da nova temporada.

 

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