Há vários filmes e minisséries que abordam a história dos julgamentos de oficiais nazistas em Nuremberg. O mais famoso, é claro, é Julgamento em Nuremberg, de 1961. Este levou o Oscar de ator (Maximillian Schel) e roteiro adaptado – está no Oldflix. A maioria está indisponível no streaming, com exceção do documentário Nuremberg: As Fitas Perdidas, do Disney plus. E agora chega nessa semana ao cinema Nuremberg, uma produção estrelada por Russell Crowe e Rami Malek.

Nuremberg se passa no pós-Segunda Guerra, em 1945, na Alemanha, durante os julgamentos realizados pelas Forças Aliadas contra o regime nazista derrotado. A trama centra-se no psiquiatra americano Douglas Kelley (Rami Malek), designado a avaliar a aptidão mental de 22 oficiais nazistas que se tornaram prisioneiros e aguardam seus julgamentos por crimes de guerra. Ao mesmo tempo, o promotor-chefe dos Aliados Robert H. Jackson (Michael Shannon) fica encarregado da difícil tarefa de garantir que o regime nazista responda pelos horrores sem precedentes do Holocausto. Quando Douglas Kelly se encontra com Hermann Göring (Russell Crowe), o braço direito de Hitler, uma batalha intensa se inicia. E isso acaba fazendo com que toda a sua inteligência e ideologia sejam deixadas de lado para buscar entender a verdadeira origem e natureza do mal.
O que achei?
Pouco me lembro do filme de 1961, só que era bom, rsrs. Já este novo Nuremberg deixa claro que certas coisas que vemos nos noticiários são apenas uma repetição do passado, com outros povos, outros tratamentos, mas igualmente destruidores. Serve como uma lembrança perene que nada muda, somente troca de máscara. Mas agora, fazendo uma análise crítica como cinema, o filme funciona bem, muito devido a excelente atuação de Russell Crowe como Goring. Já faz algum tempo que Crowe puxou o freio de mão no que diz respeito às grandes atuações. Mas aqui parece que ele retomou o gosto pela coisa.

Já Michael Shannon faz o de sempre, começa a me cansar um pouco. Ele faz o advogado de acusação/juiz, que foi quem lutou pelo julgamento. Mas o pior mesmo é Rami Malek, cheio de maneirismos e tiques. Fica claro aqui que ele só teve um bom momento no cinema, que foi Bohemian Rhapsody – em tudo mais ele é muito fraco. Uma pena porque seu personagem é a chave de toda história.

De qualquer maneira, o filme merece ser visto, não só pelo aspecto histórico, e pelas grandes atuações. Mas também para aprendermos com o passado, para não deixarmos esse tipo de coisa acontece novamente.










































