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Uma análise de Jogos Vorazes: Em Chamas

O Brasil é o primeiro país do mundo a lançar a sequencia de Jogos Vorazes, Jogos Vorazes: Em Chamas, antes mesmo dos Estados Unidos. O filme por aqui abriu com 1000 salas, um tremendo incremento com relação ao primeiro filme da série que abriu com 636 salas no ano passado. E o site do Hollywood Reporter já anunciou que na sexta feira de estreia(dia 15), o filme já fez o triplo do que o primeiro fez em um dia. Outro recorde batido foi o de número de ingressos comprados com antecedência.

Todas essas notícias e números atestam a popularidade da franquia. Os livros já foram campeões de vendas e o primeiro filme também foi um enorme sucesso no mundo inteiro. Um filme de ação (apelo masculino) com uma heroína  forte (apelo feminino) com quem todos os jovens podem se relacionar. E ainda teve a sorte de ter a estrela do momento, Jennifer Lawrence, no papel da Katniss Everdeen . Não tinha como dar errado.

Nesta segunda parte da aventura, após vencerem os jogos do filme anterior, Katniss e Peeta estão sendo usados pelo Presidente (Donald Sutherland) em um tour para tentar impedir rebeliões nos vários distritos. Mas o plano não dá certo e o Presidente contrata Plutarch Heavensbee (Phillip Seymour Hoffman), para dirigir um novo  jogo. Agora  os vencedores de edições anteriores terão que se enfrentar no mais difícil torneio já visto. Mas o objetivo principal do Presidente é destruir Katniss, que se transformou em um ídolo das massas.

Analisando Em Chamas,o filme tem  uma excelente produção durante suas 2 horas e 46 minutos. Já a edição é fraca. Aparentemente o diretor gosta de se repetir, para deixar claríssimos certos pontos da história, o que a deixa arrastada em vários momentos. Durante a primeira hora isso é uma constante. A partir do momento em que os novos jogos começam a ser planejados, o filme melhora. Mas ainda tenho muita dificuldade em aceitar esse romance entre Katniss e Peeta. Principalmente porque Josh Hutcherson é um ator extremamente limitado tanto em talento como em tamanho. Sua química com um mulherão como Jennifer Lawrence é praticamente inexistente. Ela carrega o filme (e ele nas costas).

Já os coadjuvantes estão em outro patamar. A maioria está ótima ( a gente não conta o Lenny Kravitz). Stanley Tucci, com sua peruca e dentadura está divertidíssimo. Jena Malone, como uma das participantes dos Jogos, tem uma das cenas mais divertidas, a do elevador. Woody Harrelson e Donald Sutherland fazem seus papéis de sempre, ou seja, funcionam.

É preciso deixar bem claro que o filme não tem fim. Ele deixa a porta aberta para a sequencia, que chega no ano que vem e deve ser mais interessante. Como em outras trilogias (ou  quadrilogias , já que na tradição de Crepúsculo, o último livro será dividido em dois filmes),este é somente uma ponte. Mas cumpre seu papel.

 

Eliane Munhoz

 

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