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Sandra Oh e a doçura de Meditation Park

Muito antes de ficar conhecida como Christina Yang em Grey’s Anatomy, ou ainda ganhar vários prêmios com Killing Eve, Sandra Oh fez um pequeno filme no Canadá chamado Double Happiness, que contava o dia a dia de uma garota de pais chineses vivendo no Canadá. Era dirigido por Mina Shum. As duas voltaram a se encontrar  depois no filme Long Life, Happiness and Prosperity, de 2002. E agora, que Sandra virou estrela, ela faz um papel de coadjuvante em Meditation Park, que estreou hoje exclusivamente na sala Reserva Cultural em São Paulo.

A história

O foco do filme é na personagem de Maria Chang, uma imigrante chinesa no Canadá. Ela vive para o marido, e para a casa. Sandra é sua filha, Ava, que já é casada, tem dois filhos, e visita os pais frequentemente. Só que essa vida de dedicação total passa por um questionamento quando ela começa a suspeitar que o marido está tendo um caso com outra mulher. Isso inclui novas atitudes como arrumar um emprego, bancar a detetive, e até “peitar” o marido.

A crítica

É difícil entender essa mulher hoje dia. Com todas as liberdades e conquistas do sexo feminino, uma mulher que se apaga totalmente somente para se dedicar à casa e à família parece um personagem de série de TV dos anos 50. Só que sim, elas ainda existem. Especialmente dentro da cultura oriental. É uma outra geração, mas com certeza elas  ainda podem ser encontradas por aí.

É claro que Sandra está ótima no filme. Ela sempre é incrível! Mas quem domina o filme com uma força delicada é a atriz que faz o papel de sua mãe, Pei Pei Cheng, que esteve em O Tigre e o Dragão. Como Maria, ela repassa de maneira brilhante todo o peso de sua educação, bem como a vontade de mudar. Seu jeito doce dá o tom e faz você torcer por ela. Que ela dê o passo para mudar tudo, que finalmente consiga alcançar a modernidade, mesmo com toda a força do modo no qual foi criada no século passado.

Pode ser que alguns homens achem o filme datado, que as coisas hoje são muito diferentes. Mas eles não sabem o que é ser mulher. E poucos de nós sabem o que é ser uma mulher chinesa de 60 anos. Então abra a mente, e veja que ainda há muito do século passado hoje em dia…

Fotos de divulgação

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