Jessie Buckley é uma das melhores atrizes da atualidade. É quase certo que levará o Oscar este ano por Hamnet , mais do que merecidamente. E ela está tão sensacional quanto em Hamnet em A Noiva, que estreia nessa quinta nos cinemas. Talvez até mais intensa, se soltando totalmente em uma personagem enlouquecida. O filme tem uma vibe punk, algo meio Sid & Nancy, meio Bonnie e Clyde, meio Coringa. E já aviso que não é um filme de terror.

O filme se passa em Chicago na década de 1930. Acompanha a história de origem da Noiva (Jessie Buckley), uma jovem assassinada que ganha vida novamente. Tudo começa quando monstro do cientista Frankenstein ( Christian Bale) que, solitário, pede por uma companhia para a Dr. Euphronius ( Annette Bening). Os dois, então, trazem de volta à vida a jovem e, assim, nasce uma nova criatura: a Noiva. Só que ela é uma pessoa bem diferente, e descobre um mundo marcado por obsessões e violência, além de se envolver num romance selvagem e explosivo.
O que achei?
Maggie Gyllenhaal obviamente se inspirou muito no filme de 1935, o clássico A Noiva de Frankenstein . Faz com que a Noiva, Ida, tenha uma dupla personalidade (a segunda seria um alter ego da escritora Mary Shelley). Há também algumas referências até a O Jovem Frankenstein– o número musical é simplesmente sensacional. A história, como eu disse, não é uma história de terror. É sim uma grande história de amor, com toques de suspense psicológico, e mesmo momentos policiais.

Os nomes do personagens também tem referências. Adorei que a detetive feita por Penélope Cruz tem o nome de Myrna, como Myrna Loy dos filmes de Thin Man. Há ainda várias brincadeiras com o cinema dos anos 30, até pelo personagem de Jake Gyllenhaal( irmão da diretora), um cantor /ator/dançarino, bem ao estilo de Fred Astaire . Pra quem conhece o cinema dessa época , é um atrativo a mais.

O elenco ainda tem Annette Bening, como a médica que “faz” a noiva, e Peter Sarsgard, marido da diretora (rsrs) como o outro detetive. As brincadeiras sobre os parentes de Maggie Gyllenhaal são só uma diversão. Todos estão ótimos. E ainda há uma brilhante fotografia, direção de arte, personagens bem delineados, e ótima trilha sonora (desafio você a não sair cantarolando a música chiclete dos créditos, rsrs).

Eu sinceramente adorei o clima enlouquecido do filme e dos personagens. Christian Bale está sensacional como sempre. E é uma delícia vê-lo assim tão solto – mais uma vez, preste atenção no número musical. E , Jessie Buckley… bem, se não derem o Oscar pra ela este ano, o que acho pouco provável ( mas sempre pode ter uma Mikey Madison para estragar a festa ) , podem dar no ano que vem por essa performance visceral como A Noiva. Vale ver !









































