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O segundo filme da saga Divergente, Insurgente, chega aos cinemas

Sempre acho meio estranho escrever sobre filmes como Insurgente, que estreia este fim de semana nos cinemas. Ele tem os seus defensores ardorosos e, por outro lado, aqueles partidários do “não vi e não gostei”. Dessa forma, qualquer coisa que seja escrita aqui, positiva ou negativa, vai acabar gerando uma comoção. Mas vamos lá…

Sou grande fã do primeiro filme, Divergente. Ele tem uma boa heroína, uma história instigante e diferente, cenas de ação convincentes, um casal central com química e Kate Winslet como vilã. Ou seja, uma receita de sucesso e de bom cinemão. Por esse motivo, estava muito animada para ver a sequência. Não li os livros, dessa forma, tudo foi uma surpresa.

Só que saí um tanto decepcionada da sala de cinema. Os personagens tão queridos estão lá. Mas parece que falta o fogo e a alma, tão presentes no primeiro filme. No final de Divergente, Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James), Caleb (Ansel Elgort), Peter (Miles Teller) e Marcus (Ray Stevenson) conseguiram fugir depois de impedir que Jeanine (Kate Winslet) matasse muita gente. Agora eles continuam sua fuga, se escondendo entre os membros de diversas facções. No caminho, Tris vai enfrentar traições, seu próprio medo e algumas surpresas até seu novo encontro com Jeanine.

O destaque para mim ficou com Miles Teller, o único que, mesmo sendo um tanto cafajeste, parece ter uma certa vibração. Suas cenas acabam sendo as melhores. É claro que a química entre Tris e Quatro continua lá e Kate Winslet também. Isso sem contar Naomi Watts e Octavia Spencer, duas ótimas atrizes mas que tem pequenas participações. É uma pena que falte alma. Mas ainda vamos ver mais duas sequências já que o último livro, Convergente, será dividido em duas partes, como virou moda nos últimos tempos.

A expectativa da produtora Lionsgate é que Insurgente renda ainda mais que o primeiro filme, já que Shailene Woodley é hoje uma atriz de apelo de bilheteria muito maior do que na época da estreia de Divergente. E ainda há todos aqueles que, como eu, adoraram o primeiro filme, e querem ver o que acontecerá na sequência. Ele também será lançado em 3D (mas devo dizer que não faz muita diferença no resultado na tela). Com seus ingressos mais caros, isso também deverá ajudar a atingir o objetivo de cerca de 60 milhões em seu fim de semana de estreia no mercado americano.

Por aqui, com certeza, o filme vai estrear com bons números (aqui no Brasil são mais de 800 salas). Mas, devo dizer que vou esperar que o próximo seja melhor…

Eliane Munhoz

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