fbpx
Conecte com a gente

Olá, o que você está procurando?

Cinema

O poder da história de Judas e o Messias Negro

Aqueles que assistiram Os 7 de Chicago, devem se lembrar que um dos personagens, Bobby Seale, era um dos Panteras Negras. Ele também era acusado no julgamento, mas se recusava a aceitar um advogado. Num papel de suporte, feito por Kevin Harrison Jr. estava Fred Hampton. Agora, em Judas e o Messias Negro, que estreia nessa quinta nos cinemas, a situação mudou. O centro da história é a vida, o legado, e a morte de Fred Hampton, aqui feito por Daniel Kaluuya. Ele é indicado ao Globo de Ouro, ao SAG’s e ao Critics Choice pelo papel.

Em 1968, um jovem ativista carismático chamado Fred Hampton tornou-se presidente da filial de Illinois dos Panteras Negras. O seu objetivo era lutar pela liberdade, o poder de determinar o destino da comunidade negra. E também propor o fim da brutalidade policial e do massacre de pessoas negras. O presidente Fred, como o conheciam, estava inspirando uma geração a se levantar e não ceder à opressão. Isso o colocou diretamente na linha de fogo do FBI. E eles logo resolveram se mexer .

William O’Neal  é um ladrãozinho de carros, que recebe uma proposta de acordo do FBI. Se ele se infiltrar nos Panteras Negras e fornecer informações sobre Hampton, ficará livre da cadeia. O’Neal aceita o acordo, e se torna um Pantera Negra, sempre com medo de que sua traição seja descoberta. Mas, à medida que a mensagem de Hampton o atrai, O’Neal não pode escapar da trajetória mortal de sua traição final.

Analisando o filme e a história

Eu li várias coisas sobre as posições absurdas do diretor do FBI, J. Edgar Hoover. Aqui no filme, a gente fica sabendo de mais algumas. Ele é vivido por Martin Sheen, com uma maquiagem exageradíssima, que parece estar derretendo, em duas sequências marcantes e desconfortáveis. Hoover era um doido que tinha os Estados Unidos nas mãos, e lutava com todas as forças contra a igualdade. O filme mostra isso claramente.

O’Neal é o Judas do título, que se vendeu ao FBI, para acabar com o Messias Negro (Fred Hampton). E fica aqui o louvor ao traballho de Lakeith Stanfield. Ele deixa transparecer todas as dúvidas, medos, e mesmo assim, determinação de trair para conseguir atingir seu objetivo. Entretanto, o filme peca ao voltar inúmeras vezes às mesas do restaurante onde ocorrem as negociações com  seu “chefe” do FBI. Este é feito por Jesse Plemons, com o talento de sempre. Mas as cenas entre os dois se tornam repetitivas e tiram o foco da relação de O’Neill e Hampton, o Judas e o Messias Negro.  Sem isso, talvez o filme pudesse ficar um pouquinho menos cansativo com suas 2h06 de duração. Entretanto, é uma história para conhecer. E pela primeira vez, Daniel Kaluuya me convenceu como ator.

Curiosidade

Curiosidade: Para quem viu Corra!, três dos atores daquele filme estão em Judas e o Messias Negro. Daniel Kaluuya fazia o papel principal. Lakeith Stanfield era Andre, o jovem que “acompanhava” a senhora na festa. E  o ótimo Lil Rel Howery, que fazia o amigo policial divertido, também faz uma pequena participação aqui. É só uma sequência no bar, mas que tem uma importância vital para a história.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar de ler

Cinema

Deserto Particular, o candidato do Brasil, ficou de fora do pré- finalistas ao Oscar de filme estrangeiro. Mas O Homem Ideal, representante da Alemanha,...

Cinema

Normalmente a gente espera que filmes de Natal sejam fofinhos e bobinhos, como Um Castelo para o Natal da Netflix, que assisti ontem. Tem...

Streaming

Muito bom voltar a fazer o vídeo da semana depois da viagem. Perdi alguns filmes como King Richard, mas deu tempo de chegar para...

Streaming

Ataque dos Cães vem despontando como um dos grandes favoritos para a Temporada de Premiações desde quando começou a ser mostrado em Festivais. Foi...

Cinema

Mesmo com seu 69 anos, Liam Neeson não para de trabalhar. Ele já anunciou que não quer fazer mais filmes de ação, porque realmente...

Cinema

Já faz muito tempo que o Brasil tenta, tenta, e não chega lá entre os finalistas do Oscar. A última vez foi no século...

Cinema

Wes Anderson tem um estilo todo especial. Tem pelo menos uma grande obra-prima, Ilha dos Cachorros (disponível no Star Plus) . Também tem outros...

Cinema

Muita coisa boa chegando no streaming e no cinema. Começando pelo cinema, eu já aviso que sou mega fã dos dois filmes dos Caça-Fantasmas...