Devoradores de Estrelas é baseada em livro do mesmo ator de Perdido em Marte. Parte do mesmo princípio: um homem sozinho no espaço (ou não tão sozinho no caso de Devoradores). Vi várias críticas internacionais positivas, mas apesar de momentos fofinhos e divertidos, usando e abusando do carisma de Ryan Gosling, o filme é longo demais (2h36). Tem uma “barriga” no meio que é altamente sonolenta. Mas se você gosta do gênero, e principalmente se é fã de Ryan Gosling, talvez aproveite mais do que eu. O filme estreia nessa quinta nos cinemas – e é daqueles que tem que ser visto na tela grande.

O personagem principal é um professor de ciências do ensino fundamental chamado Ryland Grace (Ryan Gosling). Um dia, Ryland acorda em uma espaçonave a anos-luz do planeta Terra. Sem memória alguma de quem é ou como foi parar ali, o professor se encontra numa situação inexplicável. Aos poucos, porém, suas lembranças vão voltando. É quando ele recorda que foi recrutado para uma missão especial chamada Projeto Fim do Mundo. Por causa dela, ele foi enviado a 11,9 anos-luz da Terra para investigar o motivo pelo qual o Sol está morrendo. Ryland precisará recorrer aos seus conhecimentos científicos para resolver esse enigma o mais rápido possível e impedir a extinção da humanidade. O que, porém, parecia ser apenas uma trajetória solitária se transforma em uma viagem em companhia de uma amizade inesperada.
O que achei?
O filme se divide entre a jornada de Grace no espaço, e lembranças que vão aparecendo aos poucos, que mostram como ele chegou lá. Há momentos divertido permeando toda essa história, especialmente como ele convive com a agente vivida por Sandra Huller (de Anatomia de uma Queda), com uma peruca estranhíssima. Aliás, ela tem uma cena ótima cantando. Paralelamente, Grace tenta ver como conseguir resolver o grande problema do mundo – e é quando se depara com um extraterrestre, que também busca salvar seu próprio planeta, que está sofrendo o mesmo drama. Vale ressaltar que a fotografia e direção de arte especialmente da nave do ET é bem interessante.

A amizade entre os dois é engraçadinha. Parte daquele princípio do ET, e arruma um extraterrestre tão diferente de Grace (ele parece várias pedras amontoadas), com quem ele faz uma amizade bonita. O filme tem a direção de Phil Lord e Chris Miller, que tem uma fascinação por mixar heróis e comédia. Boa parte do tempo esse mix funciona, mas há um momento no meio que a coisa fica bem sonolenta. Há ainda um final que parece um filme infantil (fica meio ridículo até). Mas Gosling embarca bem no personagem (ele está no projeto desde o início). E pra quem gosta, pode até funcionar.









































