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O homem que nos ensinou a acreditar no sonho, no sorriso e no romance

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Sim, Garry Marshall teve toda essa importância para a história do cinema. Sabia fazer rir, era um romântico incurável, e pelo que vi de posts e declarações de celebridades no dia de hoje, era um cara muito legal. Ontem de madrugada, quando li sobre sua morte, aos 81 anos, pensei o quanto o cinema perdeu, já que não teremos mais seus filmes comemorativos de datas especiais, romances que dão certo entre prostitutas e milionários, de uma menina comum que se descobre princesa do dia para a noite ou ainda de duas pessoas solitárias e especiais que encontram um significado para a vida ouvindo juntos Clair de Lune. Sim , Garry Marshall nos deu todos esses momentos inesquecíveis, e ajudou a tornar nossa vida mais feliz. Por isso somente, fica aqui a minha mais profunda reverência e agradecimento. Ele foi especial.

Citei acima somente seus momentos de cinema, mas seu início foi como roteirista de séries d  comédia, até adaptar para a TV o grande sucesso da Broadway, Um Estranho Casal. Depois vieram vário outros, Laverne and Shirley, Mork & Mindy, Angie e  Happy Days. Foi então para o cinema,  com Médicos, Loucos e Apaixonados, de 1982. Desde esse primeiro momento, seu grande amigo, o ator Hector Elizondo, esteve presente. Ele participou de todos os filmes de Marshall, variando o tamanho de suas aparições.

Vieram depois Flamingo Kid, Nada em Comum, com um muito jovem Tom Hanks  e Um Salto para a Felicidade, que acabou juntando o casal Goldie Hawn e Kurt Russell. Sua incursão pelo drama, Amigas para Sempre, com Bette Midler e Barbara Hershey, é um daqueles para se acabar de chorar e que virou cult até os dias de hoje.  Mas ninguém poderia imaginar o sucesso que viria a seguir: Uma Linda Mulher.

A estrela era uma quase desconhecida na época, Julia Roberts. Sobre ela, Marshall costumava dizer “Julia era jovem, mas destemida, e ela obviamente estava explodindo na tela. Vê-la crescer tem sido um de meus prazeres”. Uma Linda Mulher é um de meus filmes favoritos. É cheio de cenas inesquecíveis, com os diálogos de duplo sentido e o par com química perfeita formado por Julia e Richard Gere. Mas sem dúvida, para mim, não há momento igual a esse:

https://www.youtube.com/watch?v=u0Suo8Gshk4

Em seguida, Marshall fez um filme não tão bem sucedido, mas que também está entre os meus favoritos. Juntou Al Pacino e Michelle Pfeiffer e fez mais uma versão de uma peça da Broadway com Frankie & Johnny. Na ocasião, muitos reclamaram que Michelle era muito bonita para fazer uma mulher tão sofrida como era descrita na peça. Bobagem, ela está perfeita! Se nunca viu, tem que conhecer, impossível não amar essa história e esses personagens. Afinal, ninguém sabe fazer uma cara de apaixonado como Al Pacino!

Veio então uma fase menos inspirada do diretor, com filmes como Deus nos Acuda, O Amor é uma Grande Fantasia e Simples como Amar.  Como ele resolveu isso? Simplesmente se juntou novamente a seus dois grandes astros, Julia Roberts e Richard Gere, e fez Noiva em Fuga. É claro que não era um novo Uma Linda Mulher, mas tinha seu charme. E fez muuuito dinheiro. Afinal, quem resiste ao charme desses dois sob a batuta de seu diretor querido? Nem precisaria um roteiro…

E logo ele conseguiu de novo. Assim como em Uma Linda Mulher, O Diário da Princesa era uma variação da história de Cinderela. Deu a Anne Hathaway o papel que ela precisava para se tornar uma estrela de primeiro time. E ainda trouxe de volta Julie Andrews, divertida e cheia de classe. Impossível não ficar com um sorriso bobo durante todo o filme…

Seguiram-se Um Presente para Helen, uma sequência de O Diário da Princesa (agora com Chris Pine como o príncipe), e Ela é Poderosa. Estes abriram caminho para sua trilogia de datas. Tudo começou com Idas e Vindas do Amor, com suas diversas histórias paralelas que se passam no dia dos namorados. Ele juntou um elenco poderoso. Duas de suas estrelas, Julia Roberts e Anne Hathaway, mais grandes nomes como Bradley Cooper, Jennifer Garner, Ashton Kutcher, Patrick Dempsey, Jamie Foxx, os namoradinhos da época Taylor Swift e Taylor Lautner, além é claro de Hector Elizondo. O sucesso foi grande. Claro que algumas histórias eram mais interessantes que outras, mas no final, era muito fofo (e romântico)

Já que descobriu um formato bem sucedido, Marshall seguiu para o próximo, desta vez com a Noite de Ano Novo, em Nova York. Chamou outra musa de volta, Michelle Pfeiffer (que mais uma vez brilhou muito), e ainda Halle Berry, Katherine Heigl, Sofia Vergara, Jessica Biel, Sarah Paulson, Sarah Jessica Parker. Do lado masculino, os lindos Zac Efron e Josh Duhamel, além de Robert DeNiro, Ashton Kutcher e até Jon Bon Jovi. Eu adoro essa cena onde Lea Michele canta no momento do Ano Novo, e tudo acontece! Sempre me emociona!

Acabei não tendo a oportunidade de assistir no cinema, a última arte de sua trilogia, sobre o dia das mães, O Maior Amor do Mundo, que também viria a ser seu último trabalho. Novamente ao lado de Julia, ele chamou ainda Kate Hudson, Jennifer Aniston, Shay Mitchell, Jason Sudeikis e é claro, Hector Elizondo. O filme não foi tão bem sucedido quanto os outros. Mas mesmo assim foi uma bela despedida para esse grande gênio, que sabia como ninguém fazer sorrir e se apaixonar.

Adeus, e obrigada, Garry Marshall!

 

 

 

 

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