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Cinema

O drama poderoso de American Son na Netflix

Hollywood gosta de filmes baseados em peças de teatro de sucesso desde sempre. E eles são geralmente divididos em dois formatos. O cinematográfico, onde a história é adaptada para a linguagem de um filme, e o teatro filmado. Nesse caso, se mantém a estrutura de teatro, geralmente em um único cenário, onde a câmera faz as vezes do olhar da audiência.  American Son, que estreou na Netflix na semana passada é um desses casos. Tanto o elenco como o formato é o mesmo que foi mostrado no teatro.  O filme, assim como a peça da Broadway, é estrelado por Kerry Washington, e tem uma história contundente sobre relação entre pais e filhos bem como o racismo na sociedade americana.

A história

A história já começa mostrando Kendra (Kerry Washington), que espera desesperada notícias sobre seu filho desaparecido em uma delegacia de Miami. Seu filho , Jamal,  tem 18 anos, é um estudante de primeira linha pronto para entrar numa escola de grande prestígio. Mas ele não retorna suas ligações. Enquanto espera por seu marido Scott (Steven Pasquale), de quem se separou recentemente, Kendra é interrogada pelo policial Paul Larkin (Jeremy Jordan, de Supergirl). Mas ele tem que reafirmar que suas perguntas sobre o passado de Jamal, seu apelido e dentes de ouro não tem nada a ver com racismo, e sim com protocolo. Quando Scott chega, discussões sobre raça, casamento e relações humanas começam até o desfecho chocante.

A crítica

O filme não é agradável de ver. São problemas e mais problemas. As diferenças entre mãe e filho, entre um casal que está se separando, entre os policiais e os pais. Tudo isso além dos problemas de racismo, algo muito presente na sociedade. Ex-marido e mulher discutem até  o momento da escolha do nome do filho de 18 anos. As cenas entre os pais e o jovem policial são interessantes, mas nada se compara ao momento da chegada do tão falado Tenente John Stokes, o policial responsável, que pode dar mais detalhes sobre a situação de Jamal para os pais.  Eugene Lee têm diálogos poderosos tanto com Kerry Washington (em seu primeiro trabalho depois de Scandal) quanto com Steven Pasquale. É para  ver e se deliciar. Que atores, que momentos!

Adoro esses dramas poderosos com grades atores que podem ser vistos na Broadway. Uma pena que não tive a oportunidade de ver American Son no teatro. Para quem gosta de teatro, é uma experiência incrível. Para quem não curte, talvez possa ser um pouco cansativo, acompanhar discussões incessantes sobre preconceito e separação. Mas eu, que adoro esse tipo de espetáculo, adorei!! E chorei no final!

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