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James McAvoy está o máximo no lindo Victor Frankenstein

James McAvoy é o melhor dos jovens atores atualmente no cinema, em minha opinião. Ele me conquistou desde que foi o pretendente de Christina Ricci, uma garota rica com um nariz de porco em Penelope (se não viu, procure conhecer). Depois disso, vieram outros papéis inesquecíveis em filmes como Amor e Inocência, Desejo e Reparação, O Procurado e, é claro, nos X-Men. Mas ele realmente me impressionou com sua atuação enlouquecida no papel-título em Victor Frankenstein, que estreia amanhã (26) nos cinemas. Está simplesmente maravilhoso e intenso!

Apesar do nome do filme ser Victor Frankenstein, o personagem principal é o seu parceiro, Igor, vivido pelo Harry Potter, Daniel Radcliffe, e a história é contada sob o seu ponto de vista. Tudo começa quando os dois se encontram no circo, onde Igor é maltratado. Ele acaba sendo salvo pelo então estudante de medicina, que o leva para ser seu assistente. Ambos compartilham uma visão nobre de ajudar a humanidade através de sua pesquisa inovadora sobre a imortalidade. Mas as experiências de Victor vão longe demais, e sua obsessão tem consequências terríveis. Mas Igor fará de tudo para trazer seu amigo de volta da beira da loucura (literalmente) e assim salvá-lo de sua criação monstruosa.

É um interessante ponto de vista ( e inédito) para uma história tão conhecida. O filme é belíssimo, uma direção de arte realmente incrível, com uma Londres Vitoriana, o circo, e um detalhadíssimo laboratório. Em alguns momentos, me lembrou o clima do filme de Sherlock Holmes (às vezes um pouquinho demais). Aliás, coincidência ou não, três atores presentes aqui também participaram do universo de Sherlock (da série): Andrew Scott, o Moriarty da série, aqui é o policial, Mark Gatiss, que fez o papel de Mycroft Holmes, entra no filme como o auxiliar de Finnegan, e Louise Brealey, a Molly Hooper da série, faz uma ponta como uma sexy mulher da sociedade. Outra “coincidência” é que o diretor Paul McGuigan dirigiu quatro episódios da série da BBC.

O único senão, em minha opinião, é a desnecessária paixão de Igor pela trapezista (a linda Jessica Brown Findlay, a Lady Sybill de Downton Abbey). Primeiro porque parece que o roteiro de Max Landis (filho do diretor John Landis) colocou essa história lá somente para esclarecer que não há “algo mais” entre Victor e Igor. E também porque os dois são um par bem improvável. Mas isso fica em segundo plano com a beleza cênica, e principalmente o charme e o talento do maravilhoso James McAvoy.

Ah, e preste atenção. Tem uma homenagem ao clássico O Jovem Frankenstein, de Mel Brooks. Mr. Frankensteen…

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