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Horas Decisivas é um filme de desastre que é muito mais que isso.

Quando resolvi começar a escrever este texto, percebi que tenho uma admiração especial por filmes que ressaltam os heróis do mar. No final do ano passado foi a vez de No Coração do Mar, que entrou para a minha lista dos melhores do ano. E antes dele, Capitão Philips, O Segredo do Abismo, Até o Fim, isso para ficar somente entre os mais recentes. Esta semana estreou no cinema outra dessas aventuras, com um mocinho determinado, feito por Chris Pine, e ainda baseado em uma história real: Horas Decisivas. Novamente, eu gostei muito.

O primeiro pensamento que ocorre é sobre a similaridade com Mar em Fúria (2000), com George Clooney. Mas Horas Decisivas é bem diferente. É uma daquelas aventuras que lembra os filmes de antigamente (e eu digo isso como elogio!). Tudo se passa nos anos 50, quando uma das piores tempestades da história atingiu o litoral norte dos Estados Unidos,  inclusive partindo um navio petroleiro. Enquanto os marinheiros sobreviventes lutam para aguentar até que o resgate chegue, quatro membros da Guarda Costeira liderados por Bernie Webber (Chris Pine, brilhando como o bom rapaz) enfrentam temperaturas congelantes e ondas gigantescas em sua busca pelo navio e seus tripulantes.

Além de toda essa história de coragem, há também, é claro, o romance, já que o filme acompanha o de Bernie com sua namorada, Miriam. Na minha visão, Miriam é uma chata intrometida, e suas cenas até cortam um pouco o bom ritmo do filme. Não é um problema da atriz Holliday Grainger, que lembra muito Georgia Moll quando era jovem, e de quem os fãs de TV vão se lembrar como Lucrecia, de Os Bórgias, e Bonnie, de Bonnie & Clyde. Parece ser uma falha do roteiro, mas como se trata de uma história verdadeira, talvez a personagem da vida real fosse assim mesmo.

O filme ainda traz as participações de Casey Affleck, Eric Bana e Ben Foster, mas é claro que o filme pertence ao “mocinho”, Cris Pine. Depois de se transformar em ator do primeiro time, ao viver o capitão Kirk nos novos filmes de Star Trek, ele tem aqui o seu primeiro grande desafio de carregar uma grande produção sozinho.

Só que infelizmente as notícias não são muito boas para o filme que estreou em janeiro. Apesar de ter custado algo entre 70 e 80 milhões, só rendeu 24 nas bilheterias americanas. Ou seja, vai depender das bilheterias internacionais para pelo menos se pagar. Só que, apesar de ser bom, o filme conta uma história bem americana, sobre a qual a maioria esmagadora nunca ouviu falar. Ou seja, sem perder a piada, o mar não está para peixe…

Uma pena, porque o filme vale o ingresso e emociona. Aliás, durante os créditos finais são mostradas fotos da época e de tudo que aconteceu com os envolvidos na história. É bem emocionante e eu sugiro que você não perca a oportunidade de conhecer.

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