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Godzilla vs Kong é um divertido espetáculo cinematográfico

Os estúdios de cinema, já faz algum tempo, adoram uma franquia. Não vou nem falar em Marvel e DC. Rsrs! Mas a Warner, por exemplo, tem/teve vários. Harry Potter, Senhor dos Anéis, Animais Fantásticos, e também tem o Monsterverse (Universo dos Monstros). Ele começou em  2014 com Godzilla. Seguiu-se então , em 2017, com Kong: Ilha da Caveira, e depois veio Godzilla: Rei dos Monstros, em 2019. O terceiro filme desse novo universo chega nessa quinta nos cinemas: Godzilla vs Kong.

Eu confesso que acho Godzilla: Rei dos Monstros fraquíssimo. Coloquei entre os piores do ano na época de seu lançamento. Portanto não estava muito animada para ver essa sequência. Mas tive uma grata surpresa. O filme diverte. Mistura todos os tipos de gêneros. Além de filme de monstros, tem um pouco de ficção-científica, um suspense com um trama de conspiração. Isso sem contar um pegada ecológica e um drama familiar. Ele segue várias histórias paralelas que se juntam no final apocalíptico.

A história

Quem se lembra  de Rei dos Monstros, vai recordar que Godzilla acabou salvando o mundo. Ou seja, virou herói. O problema é que quando Godzilla vs Kong começa, o monstro está destruidor novamente. Só que a explicação não é tão simples. Mas a ideia é tirar Kong de seu refúgio para atrair Godzilla para um local nas profundezas do planeta. Então o filme acompanha o caminho de Kong e seus “protetores” nessa jornada perigosa. Eles são feitos por Alexander Skarsgard como o dono da teoria do centro da terra, Rebecca Hall, como a estudiosa de Kong. E ainda, a melhor personagem do filme, a garotinha surda Jia (feita pela ótima Kaylee Hottle). As cenas dela com Kong são fofas  e emocionantes.

Paralelamente, Millie Bobby Brown, que manteve uma ligação com Godzilla em Rei dos Monstros, começa a investigar  o que está acontecendo. Ela e seu melhor amigo Josh (Julian Denninson, de Deadpool 2) acabam encontrando com um blogueiro que adora uma conspiração (Brian Tyree Henry, de As Viúvas). Juntos, eles irão fuçar o que a  empresa de Walter Simmons tem a ver com essa história. Este é feito por Damian Bichir, copiando descaradamente Pedro Pascal em Mulher Maravilha 1984, rsrs.

E é bom?

Aliás, o elenco não tem muitas chances. O personagem de Alexander Skarsgard varia de herói a vilão e herói novamente. Millie Bobby Brown está exageradíssima. Nunca a vi tão ruim. E o coitado do Kyle Chandler! Só tem duas ou três cenas sem grande significado.

A grande verdade é que a história e o elenco humano (com exceção de Jia) são pouco importantes, rsrs. É um filme de grandes efeitos especiais, de cenas grandiosas. Por isso é ideal vê-lo na tela grande. Um daqueles espetáculos essencialmente cinematográficos. As lutas funcionam  no escuro ou no claro, na água ou na terra. O cenário da luta definitiva é Hong Kong, com uma cara totalmente kitsch, parece saída de um filme dos anos 80. Tudo lembrando um filme daqueles bons para se divertir na matinê. Godzilla vs Kong funciona plenamente naquilo a que se propõe.

 

 

 

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