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Deserto é bom, forte, e ainda tem Jeffrey Dean Morgan!

Quem é fã mesmo de Jeffrey Dean Morgan, desde a época de Grey’s Anatomy como eu, não vai querer perder o filme estrelado por ele, que chega essa semana aos cinemas. Trata-se de Deserto, que é dirigido pelo filho de Alfonso Cuarón (Gravidade),  e tem ainda no elenco Gael Garcia Bernal. E um aviso para as fãs , mesmo como vilão, ele continua um charme.

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Não, essa cena não é do filme, mas eu não resisti (rs)

Deserto acompanha Moises (Gael García Bernal) que, junto a um grupo de pessoas, tenta atravessar a pé a fronteira do México com os Estados Unidos, buscando uma nova vida. Só que no caminho eles se deparam com um homem solitário, Sam (Jeffrey Dean Morgan), que patrulha por sua própria conta a fronteira e se diverte em sua caça aos imigrantes. A corrida agora se torna pela sobrevivência numa paisagem incrivelmente brutal.

O filme é uma produção de 2015, e portanto antes da eleição de Donald Trump e toda a conversa sobre a construção de um muro na fronteira. E, é claro, que nos Estados Unidos, o filme foi um fracasso. O próprio Jonas Cuarón, também autor do roteiro, o escreveu bem antes de toda essa polêmica, e antes mesmo de Gravidade, do qual é co-autor. Aliás, ele declarou em uma entrevista para o site do Globo de Ouro que “Deserto é a versão ‘pés na terra’ de Gravidade. A conexão existe sem sombra de dúvida. O curioso é que eu escrevi Deserto primeiro, a primeira versão do roteiro tem mais de 8 anos, e na época pedi a opinião do meu pai. Quando leu,  disse: ‘quero fazer algo assim’.  Como contar uma história sem diálogos convencionais e com 90 minutos de ação pura, mas que de uma maneira mais cinematográfica tocasse em muitos pontos relevantes. As duas têm um conceito parecido, mas como os ambientes são muito distintos, as histórias acabam sendo muito diferentes. Eu sempre digo que Gravidade, por ser no espaço, acabou tocando em temas mais existenciais.  Deserto é a versão ‘com os pés na terra’, abordando questões mais geopolíticas e atuais.”.

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A questão política é obviamente importante no filme, ainda mais que o personagem Sam, de Jeffrey Dean,  é inspirado no Minutemen Project, uma espécie de milícia armada que se autoproclama vigiante da fronteira entre Estados Unidos e México, acertando com armas de longo alcance os imigrantes que tentam cruzá-la. Mas o filme também tem um clima de suspense ótimo, que me lembrou muito Encurralado, o clássico de Spielberg, que o próprio Jonas disse que foi uma de suas inspirações juntamente com Um Condenado à Morte Escapou, de Robert Bresson e O Salário do Medo, de Henri-Georges Clouzot.

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Há momentos em que você realmente ficará tenso com essa perseguição pelo meio do deserto. Há também uma cena terrível com o cachorro numa plantação de cactos. Afinal, além da perseguição do homem, todos tem que enfrentar o perigo constante representado pelo deserto e pelo calor. “O deserto não conhece nacionalidades, países nem fronteiras. Ali, todos são iguais, e são tantos os perigos que não conseguia tirar essa história da cabeça, precisava contá-la”, completa o diretor.

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O circuito de cinema de Deserto provavelmente será pequeno, mas vale a pena ir atrás para conhecer esse filme tão forte e interessante.

 

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