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De volta aos anos 50 com um filme e uma série da Netflix

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Vários filmes abordaram os acontecimentos do final dos anos 50 no Brasil. E o que me lembro como destaque é todo mundo muito arrumado, bem penteado, e bem vestido. A trilha sonora sempre é um destaque, com muita bossa nova. E nessa semana tem uma série –  Coisa Mais Linda – e um filme  sobre Jorginho Guinle chegando que mostram bem esse tempo elegante e fascinante.

Coisa Mais Linda

Coisa mais Linda é a série em sete episódios, que estreia na Netflix nessa sexta (22). A história se passa em 1959, quando o papel da mulher era bem diferente do que é hoje. E a série mostra como Malu (Maria Casadeval) vai para o Rio de Janeiro para começar uma nova vida com o marido, que já estava na cidade montando um restaurante para os dois. Só que um problema acontece, e ela tem que se virar sozinha. Mas, é aí que entram uma amiga do passado, Ligia (Fernanda Vanconcelos), uma jornalista mais liberada, Tereza (Mel Lisboa), e um sócia/amiga, que a ajuda com o negócio, Adélia (Pathy DeJesus).

Cada uma delas tem seu próprio drama. Desde um marido violento, até o drama de ficar longe dos filhos. Isso sem contar que todas são tratadas como cidadãs de segunda classe, que não merecem uma chance de se sobressair num mundo onde os homens mandam. Aliás, estes são os coadjuvantes das histórias. Mas depois de ver os três primeiros episódios, que a Netflix disponibilizou para a imprensa com antecedência, três detalhes ficaram na minha cabeça.

1)  a trilha sonora, repleta de canções da bossa nova.

2) a reconstituição de época, maravilhosa.

3) Leandro Lima, que faz o músico Chico. Lindo e sexy, é um bom motivo para ver a série.

Jorginho Guinle: $ó se vive uma vez

O filme, que estreou nos cinemas esta semana, é um misto de documentário com ficção com atores. O ator Saulo Segreto faz Jorginho desde a juventude até a velhice. E o faz muito bem, repare só no andar do Jorginho velho. É igualzinho. Eu já li muitas histórias sobre Jorginho Guinle, um super-milionário, que vivia em Hollywood, namorou as maiores estrelas da época. Sua família era dona do Copacabana Palace e da antiga Companhia Docas de Santos. O dinheiro jorrava. Mas como tudo, um dia o dinheiro acaba. E Jorginho ficou praticamente sem ter onde morar.

O filme mostra tudo isso. É claro que a produção tem alguns momentos “baratos”, como as “moças” imitando as grandes estrelas de Hollywood. Mas, no geral, consegue manter o interesse por uma história única, interessantíssima, de um homem que teve a vida como a de nenhum outro.

O filme tem também algumas participações especiais. Letícia Spiller, Daniel Boaventura e até Guilhermina Guinle, que era parente de Jorginho. No filme, ela vive sua bisavó, que também se chamava Guilhermina. Veja abaixo um vídeo com entrevistas com Saulo Segreto e também com o diretor Otávio Escobar. Veja a seguir, e aproveite para se inscrever na página do Blog de Hollywood no YouTube!

Fotos de divulgação

 

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