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Cinquenta Tons de Cinza, o filme, conquista como história de amor

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Eu li os três livros de Cinquenta Tons de Cinza, que já venderam mais de 100 milhões de cópias no mundo inteiro. E gostei. Ao contrário de muita gente, não vi o romance entre Anastasia Steele e Christian Grey como simplesmente uma descrição de relações de sexo e sadomasoquismo. Sempre vi com uma história de amor ( beeeem apimentada, é verdade). Uma versão atualizada e até mais romântica de 9 e meia semanas de amor (1986 ), lembra?

Isso fica ainda mais claro no filme, que estreia nesta quinta-feira (12) nos cinemas. Dirigido por Sam Taylor-Johnson (foi oferecido para Angelina Jolie, que recusou), com roteiro de Kelly Marcel, o filme deixa de lado vários momentos sexuais e também todos os pensamentos de Anastasia. E se concentra ainda mais na relação entre Christian, um milionário lindo e atormentado, e Anastasia, uma jovem estudante de literatura inexperiente.

Esse fato e ainda mais um certo bom humor pincelado, especialmente na primeira parte do filme, tem impacto positivo. Christian está mais doce, e Anastasia mais forte e determinada do que nos livros. A cena da negociação do contrato acaba se tornando ainda mais sexy e até divertida ao ser mudada para o escritório. Acho que pode até ser considerada a melhor do filme (seguida de perto pelo primeiro beijo no elevador. Nossa!)

A primeira parte, com o jogo de sedução, a conquista e a primeira vez, é perfeita. A partir do momento em que as dúvidas de Anastasia ficam cada vez mais fortes, o filme vai ficando mais pesado. A trilha sonora, que tem Beyoncé, Ellie Goulding e The Weeknd, combina perfeitamente com cada situação. Mas em momento algum é possível sentir os seus 125 minutos de duração.

Grande parte da razão que faz o filme dar certo é a atuação surpreendente de Dakota Johnson como Anastasia. Ela consegue passar totalmente a doçura, a inexperiência e a sensação de descoberta do personagem. É corajosa nos momentos das várias cenas de nudez. É com certeza um papel que vai transformá-la em estrela.

Já com Jamie Dornan a coisa é um pouco diferente. Apesar de obviamente lindo e sexy, algumas vezes ele não consegue “segurar” o personagem tão cheio de nuances. Ele alterna momentos de eficiência completa, quando é sensual e divertido, com outros nem tanto, aqueles mais atormentados. Fui defensora de Dornan quando foi o escolhido para o papel, especialmente por sua ótima participação na série The Fall. Mas ele ainda vai ter que comprovar que “é” Christian Grey nas já aprovadas duas sequências de Cinquenta Tons.

O certo é que quem gostou do livro, vai gostar do filme. Quem leu e não gostou muito, pode até mudar de opinião. E quem enche a boca para dizer que não leu e não gostou, nem adianta tentar.

Eliane Munhoz

 

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