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A tristeza do Quarteto Fantástico

Eu estava muito curiosa para assistir Quarteto Fantástico. Primeiro porque o trailer já demonstrava que o filme seria bem diferente dos dois anteriores, mais dark. Em segundo lugar pela curiosidade por todas as notícias sobre problemas com a produção, com o diretor Josh Trank perdendo a cabeça, tanto que o produtor Matthew Vaughan “hipoteticamente” assumiu algumas cenas, e também que desistiram de lançar o filme em 3D apenas quatro semanas antes da estreia. Ou seja, tudo apontava para um desastre. Nem tanto! Mas quase!

A sinopse oficial diz o seguinte: “Quarteto Fantástico é um reboot contemporâneo sobre como quatro jovens são teleportados para um universo alternativo e perigoso, que altera sua forma física de maneiras inesperadas. Com suas vidas transformadas, o time precisa aprender a aproveitar suas novas habilidades e trabalhar junto para salvar o planeta de um inimigo já conhecido por eles”. Mas a grande verdade é que o filme é claramente dividido em duas partes. A primeira (e mais interessante) mostra como Reed (Miles Teller) e seu amigo Ben (Jamie Bell, o Billy Elliott) começaram a fazer experiências com tele transporte desde o ginásio. Já adultos eles são descobertos por um cientista e sua filha, Sue (Kate Mara). Reed é então levado para desenvolver um projeto grandioso do qual também fazem parte o gênio chato Victor Ttoby Kebbell) e o irmão de Sue, Johnny (Michael B.Jordan). O grande problema do filme começa quando eles sofrem o acidente que lhes dará os poderes especiais que todos conhecem.

É tudo deprimente, escuro, cinzento. Os efeitos especiais são fracos. A sensação é que você começou a construir uma história com calma e de repente, sem  perceber, já acabou. A batalha final termina de maneira tão fácil! Nenhum dos personagens envolve a audiência, nem mesmo Miles Teller (Reed), que em todos seus papéis até agora havia desenvolvido uma empatia incrível com o público. Nem vou mencionar a chatinha Kate Mara (Sue), que, como sempre, é uma folha em branco na tela.

Este Quarteto, que estreia nos cinemas esta semana num lançamento simultâneo com os Estados Unidos, chega depois de apenas 10 anos depois do Quarteto com Chris Evans e Jessica Alba, que mesmo com todos os possíveis problemas pelo menos era divertido. E apenas oito após a sequência, Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. A razão é simples. Por contrato, a Fox tinha sete anos para fazer um novo filme com os personagens. Senão perderia os direitos. E eles começaram a produção exatamente antes do período vencer.

O problema é que poderiam ter achado um roteiro melhor. Eu até consigo entender que o diretor tivesse um desejo de fazer um filme mais próximo dos quadrinhos e menos “divertido”. Mas a coisa passou do ponto. É tão triste que não há nem uma cena pós-créditos (pode sair rápido do cinema). E pior, Stan Lee não faz uma participação especial!!! É deprimente!

A Marvel com certeza nos deixou mal (ou bem) acostumados!

 

 

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