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A homenagem bem-sucedida de Kingsman: Serviço Secreto aos grandes espiões

Sou grande fã dos filmes de 007 dos anos 60, aqueles estrelados por Sean Connery. Assim como também gosto dos hoje praticamente esquecidos Flint (James Corburn) e Harry Palmer (Michael Caine), que foram produzidos depois do sucesso de James Bond. Todos eles, com seus heróis e vilões elegantes, são bem diferentes dos produzidos atualmente. Nem piores, nem melhores, é bom deixar claro. Apenas diferentes. Por isso, quando assisti numa sessão para a imprensa de Kingsman – Serviço Secreto, que estreia este fim de semana no cinema, fiquei me perguntando qual seria a reação do público.

Michael Caine como o agente Harry Palmer. Alguma semelhança nos óculos?

Isso porque o filme é assumidamente uma homenagem muito bem feita aos filmes daquela época e gênero. É claro que com um toque e efeitos especiais beeem atuais. Baseado numa série de quadrinhos, conta a história de uma organização supersecreta, com agentes muito especiais. Com a morte de um deles, começa uma etapa de recrutamento para sua substituição. Um dos candidatos é um promissor garoto das ruas, que terá que enfrentar o programa de treinamento extremamente competitivo da agência. Mas enquanto isso, um perverso gênio tecnológico (claro!) ameaça dominar o planeta. Veja que delícia de trailer…

O diretor Matthew Vaughan é obviamente um fã do gênero. Ele desistiu de dirigir X-Men: Dias de um Futuro Esquecido para fazer Kingsman. Disse na época queria fazer um filme que pudesse ser visto como o que Spielberg fez com Caçadores da Arca Perdida. Ou seja, pegar o gênero do qual era fã quando criança e reinterpretá-lo de uma forma moderna e mais acessível (repare na cena da igreja, um bom exemplo disso). “Kingsman é uma carta de amor aos antigos filmes de Bond e a todos os outros com super-espiões de filmes e séries que cresci assistindo.”

Se você também viu estes filmes vai entender várias piadas extras. Há também referências a séries da época como Agente da UNCLE e Agente 86. Mas mesmo se não tiver assistido qualquer um deles, ainda poderá aproveitar muito toda a ação e ainda um belo elenco. Colin Firth é perfeito para o papel principal. É clara sua inspiração no agente Harry Palmer. O que deixa ainda mais divertida a participação de Michael Caine como o chefe do grupo. O rapaz Taren Egerton parecia que não ia “segurar a onda” no início mas se sai muito bem como Eggsy. Também está na cara que Samuel L. Jackson se divertiu muito como o vilão enlouquecido. Tem ainda as participações dos sempre sexies Jack Davenport (Smash) e Mark Strong. E divirta-se vendo se consegue reconhecer Mark Hammill, o Luke Skywalker de Star Wars, uma brincadeira com os fãs dos quadrinhos, já que o ator é citado numa das histórias.

Quanto à bilheteria, o filme foi muito bem em suas duas semanas de exibição nos Estados Unidos. O estúdio fez uma inteligente contra-programação com 50 Tons de Cinza por lá, atraindo o público masculino. É também clara a intenção de uma sequência. Pelo resultado da renda, é bom a gente começar a preparar o vodka martini para acompanhar. Mas batido, não mexido. Rs.

Eliane Munhoz

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