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A força das mulheres em Viúva Negra

Demorou, mas finalmente chegou o momento de ver o filme solo da Viúva Negra. Foram várias datas, mas ele vai estrear nessa quinta nos cinemas e na sexta no Premier Access do Disney Plus (69,90 reais). O filme se passa entre os acontecimentos de Capitão America: Guerra Civil e Vingadores: Guerra Infinita. O interessante de toda essa espera é que Viúva Negra não parece ser um filme da Viúva Negra. Isso porque Scarlett Johansson divide o spotlight com muita gente.

Primeiro a história. Tudo começa com um momento da infância de Natasha, que vai afetar sua vida para sempre. E enquanto foge do General Ross (William Hurt), ela precisa confrontar partes de sua história quando surge uma conspiração perigosa ligada ao seu passado.  Natasha terá então que lidar com sua antiga vida de espiã. E também reencontrar membros de sua família que deixou para trás antes de se tornar parte dos Vingadores.

Natasha

Eu confesso que nunca fui grande fã de Natasha. Para mim, ela destoava um pouco dos poderosos Vingadores. A sensação é que estava ali apenas para mostrar que havia uma mulher no time. Achei que em seu filme solo, minha sensação poderia mudar. #Sóquenão. É claro que Natasha luta, tem momentos de emoção, bola estratégias mirabolantes. Mas, mesmo assim, na minha opinião, não tem empatia com o público.

Yelena

Quem conquista no filme é Florence Pugh, que faz a irmã de Natasha, Yelena. Ela é incrível nas lutas, inteligente, perspicaz. Mas mais que tudo, tem o bom humor que Natasha nunca teve. O filme é claramente uma “passagem de bastão” de Scarlett para Florence. Isso fica bem claro na bela cena pós-créditos, que já chama para uma das séries da Marvel que virão. Ou seja, não saia correndo do cinema, ou não pressione stop no streaming antes do último minuto.

No final, Viúva Negra tem excelentes cenas de luta. Tem também perseguições incríveis, que valem a experiência. Há também um claro subtexto que ressalta o poder das mulheres. São elas que pensam dentro da família torta de Natasha.  Os Vingadores são sempre lembrados, e há diversas referências. David Harbour está ótimo, Rachel Weisz não tem muito o que fazer. E repare na garotinha que faz Natasha criança. É Ever Anderson, filha de Milla Jovovich e do diretor Paul W. S. Anderson. Ela é ótima.

Mas o filme também tem seus probleminhas. Algumas sequências de conversas são muito longas. Especialmente as que se passam na casa de Melina (Weisz). O filme tem 2h13, mas poderia ter uns 20 minutos a menos. Por outro lado, há um momento perto do final, que Natasha poderia ter seu momento no filme, mas há um corte para “duas  semanas depois”. Fica uma sensação de corte mal feito. E a participação da coitada da Olga Kurylenko… Sem comentários. Entretanto, é parte de uma história muito mais complexa. Representa também o início da Fase 4 da MCU, e merece ser visto.

 

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