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A experiência confusa de Kin nos cinemas

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Se você já viu o trailer de Kin, que estreia essa semana nos cinemas, provavelmente está acreditando que o filme é uma aventura cheia de ação e uma pitada de ficção-científica. Bem, não é. Ele é um drama, com um pouco de ação, uma pitada de ficção-científica que, em alguns momentos, pode se revelar chatinho, até arrastado. Mas, tem algumas boas cenas  de ação no meio e no fim. Como não é um filme com grandes nomes capazes de atrair o grande público, é provável que não fique muito tempo em exibição.

Mas ele não é de todo ruim, é preciso ressaltar. Os dois diretores, os irmãos Jonathan e Josh Baker, haviam dirigido um curta sobre o mesmo tema, que está inclusive no YouTube, chamado Bag Manhttps://www.youtube.com/watch?v=7rbdnUZ6UcY ) . Nele, acompanhamos um garoto com uma sacola andando por vários lugares, até que na metade do filme, se revela que o que ele leva na sacola é uma arma futurista. E que no final vai salvar uma outra pessoa que estava sendo ameaçada por bandidos.

Já em Kin, a história é estendida. O filme mostra um pouco da estrutura familiar do garoto, Eli (Myles Truitt, da série Queen Sugar), que foi adotado, mas perdeu a mãe. Hoje, adolescente, vive com o pai (Dennis Quaid) em Detroit. Ele tem como hábito entrar em prédios abandonados para pegar fios de cobre e revender para ganhar algum dinheiro. Só que um dia ele encontra  soldados mortos em um deles, e também uma caixa com aparência futurista. Essa descoberta, e mais a chegada de seu meio-irmão, que esteve preso por seis anos (Jack Reynor, de Transformers: A Era da Extinção) vão mudar completamente sua vida. Logo, ele, o irmão e mais uma dançarina (Zoe Kravitz) estarão na estrada fugindo não só de um gângster (James Franco, fazendo mais um maluco), que quer matá-los, mas também de alguns motoqueiros do futuro que querem a arma de volta.

Ao descrever a história  faz parecer que a ação é total, mas pode ter certeza que não. O meio do caminho está cheio de conversas  sobre a família, momentos de contemplação do garoto, e viagens intermináveis. Isso sem mencionar o “elefante na sala” que é  ter um garoto atirando em todos os cantos. Há um momento em que Eli está assistindo na TV uma cena de O Exterminador do Futuro 2, e é óbvia a inspiração, inclusive com as motos, a cena da delegacia, e o garoto que é um “escolhido”. Os produtores são os mesmos de Stranger Things, e a sensação que fica é que o filme tem um pé nos anos 80, até no poster.

O final demonstra que a ideia é que seja feita uma sequência. Pouco provável. Mas de qualquer maneira, é interessante ver que o filme atraiu alguns nomes importantes, não só como Dennis Quaid, James Franco, mas também Carrie Coon, que faz quase uma ponta como a agente do FBI, e o produtor executivo, Michael B. Jordan.

Todas as fotos são de divulgação.

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