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A chegada da Capitã Marvel

O filme da Capitã Marvel, que era muito esperado por todos, estreia essa semana nos cinemas. A grande expectativa se deve ao fato que é a primeira vez que a Marvel tem uma super-heroína, sendo o ponto central do filme. Também porque explica como essa personagem será chave no desenvolvimento de Vingadores: Ultimato, que estreia em abril. Diz a lenda que ela será a grande arma contra Thanos, e responsável por levar o Universo Marvel de cinema para frente. Dessa forma, é um momento importante para os fãs. Mas, será que o filme corresponde?

A história

A resposta, do meu ponto de vista, é mais ou menos. O filme é uma história de origem, contando como a terráquea Carol Danvers, se transformou em Vers, uma habitante importante do planeta Kree. Ela faz parte de uma força de defesa chefiada por Yon-Rogg (Jude Law), e luta contra uma outra raça, os Skrulls. Por causa de uma dessas batalhas, ela acaba caindo na Terra, e velhas memórias, que incluem a figura de uma mulher mais velha (Annette Bening), começam a assombrá-la. Ela não sabe o significado dessas visões, mas começa a investigar.  É nesse momento que seu caminho se cruza com o de Nick Fury (Samuel L. Jackson). E também é assim que ela abre caminho para se tornar parte dos Vingadores.

O filme se passa durante os anos 90. E quem viveu aquela época terá um prazer a mais de acompanhar várias referências àquela época. Isso inclui músicas, moda, Blockbuster, O Silêncio dos Inocentes. Também uma atração a mais é Samuel L. Jackson. Ele tem aqui seu melhor momento de todos os filmes da Marvel. É um Nick Fury mais divertido e tranquilo (dentro do possível). E com o melhor efeito especial do filme, o rejuvenescimento físico.

A opinião

Dito isso, Capitã Marvel pode ser considerado um filme médio. Ao contrário de Mulher Maravilha, que revolucionou os filmes  de super-herói, depois de apresentar uma protagonista  feminina. Isso mesmo considerando seu defeito principal – o grande herói do filme é Steve Trevor.  Capitã Marvel não é um divisor de águas dentro de seu universo. O início, até o momento em que a Capitã cai na Terra é lento e chato. Mesmo com cenas que lembram demais Star Wars e Star Trek. O meio é interessante, especialmente com as descobertas da personagem, e até uma reviravolta inesperada. Isso sem contar a homenagem a O Exterminador do Futuro. Já a parte final, com a batalha contra o vilão, é um tanto sem graça. Diz a lenda que quando o vilão é fraco, o filme tem um problema. É o caso aqui.

O humor, tão presente nos heróis da Marvel, praticamente não aparece na heroína. Sim, ok, ela é um soldado, que está à procura de sua identidade. E isso é uma situação difícil. Mas, a constante seriedade de Brie Larson é um tanto irritante. Ainda bem que há a contrapartida de Samuel L. Jackson. Ou seja, não creio que as meninas pequenas se identificarão tanto com ela, como aconteceu no passado recente com a Mulher-Maravilha.

As referências

Mas o filme têm várias referências ao Universo, que lhe dão um certo charme. Desde personagens conhecidos como Ronan (de Guardiões da Galáxia) e o querido agente Coulson, até as duas cenas pós-crédito, que posicionam a história dentro da situação pós-Thanos (e uma é incrível). E, é claro, há duas homenagens a Stan Lee. A primeira é bem no início, e me emocionou de cara. Então não chegue atrasado. E, como sempre, fica o aviso: não saia antes do final de todos os créditos.

O certo é que o universo Marvel é tão bem concebido do ponto de vista de marketing e estrutura, que mesmo com seus defeitos, Capitã Marvel será um sucesso. E vai abrir a porta para um grande spinoff, que, com certeza, deixará todos nós de boca aberta.

Fotos de divulgação

 

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