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A brilhante sátira de Jojo Rabbit

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Fazer rir com um filme sobre a II Guerra Mundial é algo difícil, e extremamente corajoso. Especialmente porque , com a lembrança das vítimas que sofreram tanto, especialmente no hemisfério norte, a probabilidade das pessoas se sentirem ultrajadas é enorme. Chaplin já havia feito isso em 1940 com O Grande Ditador (o que comprovou que ele era um grande visionário). Depois vieram Os Produtores (versão musical de Primavera para Hitler) , 1941 (um dos poucos fracassos de Spielberg), Ser ou Não Ser, com Mel Brooks, além de outros dos quais não me recordo no momento. E agora está chegando aos cinemas brasileiros Jojo Rabbit,  a brilhante sátira de Taika Waititi, o diretor de Thor: Ragnarok. O filme está concorrendo a seis Oscars no próximo domingo. E na minha opinião é um dos melhores da lista.

O que esperar de Jojo Rabbit?

Adaptado de um livro de Christine Leunens, o filme se passa no final da II Guerra Mundial na Alemanha.  Jojo (Roman Griffin Davis) é um garotinho nazista de 10 anos, que tem Adolf Hitler (Taika Waititi) como um amigo imaginário. É lógico que o Adolf imaginário é um meninão como ele, que não corresponde de jeito nenhum ao monstro que conhecemos. Um dia, Jojo descobre que sua mãe (Scarlett Johansson) está escondendo uma jovem judia (Thomasin McKenzie) no sótão de casa. E tudo aquilo em que acreditava passa por uma grande revisão.

O roteiro é brilhante, tanto que foi premiado pelo Sindicato dos roteiristas e também pelo BAFTA. Partindo do princípio em que mostra a visão idealizadora de um garoto, ele oferece momentos divertidos, alternados com situações de extrema ternura, e outras chocantemente dramáticas. O mundo de Jojo não é fácil, e ele tem que aprender através de suas experiências qual o caminho certo a seguir, como toda a criança. Ao som de uma trilha sonora incrível (que absurdamente não está concorrendo ao Oscar), Jojo Rabbit vai fazer você rir e chorar com certeza.

O elenco

No próximo domingo, o filme concorre a melhor filme, roteiro adaptado (categoria na qual virou o favorito), figurino, design de produção, montagem, além de melhor atriz coadjuvante para Scarlett Johansson. A atriz, que está bem no papel, não tem chance contra Laura Dern. Inclusive eu teria preferido incluir Jennifer Lopez na lista em vez de Scarlett. Mas o filme é na verdade do garotinho Roman Griffin Davis, que até venceu o Critics Choice como melhor ator jovem. Ele é uma delícia de ver – como é divertido. Mas o filme tem uma outra descoberta infantil. Repare no amigo de Jojo, Yorki, vivido por Archie Yates. Ele é ótimo!

O filme tem ainda participações especiais de muita gente conhecida. Rebel Wilson e Alfie Allen (Game of Thrones) como oficiais alemães; Stephen Merchant como um nazista saído de Caçadores da Arca Perdida (rs); e, é claro, Sam Rockwell como o capitão Klenzendorf (ótimo). Mas, pelo que li, pouca gente falou como Taika Waititi está incrível como o Adolf Hitler da visão de Jojo. Enquanto todos comentam sobre a falta de diversidade nas premiações, eu prefiro falar da falta de Taika Waititi entre os coadjuvantes do Oscar (rs). Só que aí eu vejo a lista com Brad Pitt, Tom Hanks, Al Pacino, Joe Pesci e Anthony Hopkins. Quem tirar? Acho que muita gente que está criticando a lista do Oscar deveria pensar nisso também!

E no dia do Oscar…

No próximo dia 9, acontece a entrega do prêmio mais importante do cinema. Na TV, o canal E! começará a transmitir o tapete vermelho a partir das 19 horas. Já a TNT dará início à sua transmissão às 20h30. E se você adora o Oscar como eu (tem gente que comenta a premiação, mas não gosta dela, viu?), acompanhe comigo tudo pelas redes sociais do Blog de Hollywood: Instagram, Twitter e Facebook. Tudo a partir das 19 horas com os destaques do tapete vermelho e depois com todos os premiados.

 

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