A sátira sempre é um gênero perigoso. Para cair no exagero, ou cansar, é um pulo. Esse é o caso de Sacrifício, de Romain Gavras (filho de Costa Gavras), que estreia essa semana nos cinemas. O filme começa muito bem, mas depois se perde totalmente. E se torna facilmente o filme mais estranho que vi esse ano. Uma pena, pois o elenco está ótimo.

Um luxuoso evento beneficente reúne celebridades, empresários e figuras influentes em uma noite marcada por glamour e filantropia. Porém, a celebração toma um rumo inesperado quando um grupo radical invade o local. Segundo uma misteriosa profecia, os sacrifícios de três pessoas daquele local poderá salvar o mundo. Cercados por fanáticos dispostos a tudo para cumprir sua missão, os convidados se tornam reféns e precisam lutar pela própria sobrevivência. Enquanto o caos se espalha, segredos vêm à tona, colocando todos diante de uma ameaça muito maior.
O que achei?
A primeira parte , que se passa dentro da montanha, é muito boa. Ali, a sátira sobre celebridades que se promovem às custas de “defesa da ecologia” resulta em alguns momentos brilhantes. Vai fazer você rir com sua ironia. O problema começa quando eles saem da montanha e Gavras esquece que estava fazendo uma sátira. Tudo fica dramático e sonolento, devo dizer. E a sensação de estranheza com o roteiro e os caminhos escolhidos pelo diretor vai até o último minuto.

Mas é claro que tem o elenco que está ótimo. Entre os mais conhecidos, Vincent Cassel está sensacional, e Salma Hayek também tem seus momentos, apesar de sua participação ser pequena, assim como a de John Malkovich. Anna Taylor Joy faz o de sempre, mas o filme pertence a Chris Evans. Provavelmente é seu melhor momento como ator ( nada a ver com o Capitão América). Ele constrói um personagem interessantíssimo (repare como há momentos em que ele fica parecido com Nicolas Cage – por mais absurdo que isso pareça, rs). Fiquei genuína e positivamente surpresa.









































