Talvez pouca gente se lembre dos filmes de Frank Capra. Eram histórias super sentimentais que tiveram grande sucesso nos anos 30 e 40. Eram histórias doces, onde um bom homem saía em busca da felicidade . Não pude deixar de lembrar desses filmes ao assistir Família de Aluguel, que estreia nessa quinta nos cinemas. Brendan Fraser faz um personagem adorável que poderia estar em qualquer filme de Capra (em seu primeiro papel principal em cinema pós- Oscar por A Baleia). Eu gostei!

O princípio do arco da história é bem interessante. O filme se passa em Tóquio e acompanha um ator americano chamado Phillip com dificuldades de encontrar novos trabalhos e um propósito em sua vida. Isso até esbarrar com um serviço incomum: uma agência japonesa de “aluguel de família” na qual ele ocupará o papel de pai, namorado e amigo substituto para estranhos. Quanto mais ele mergulha no mundo e na vida de seus clientes, mais ele começa a se importar verdadeiramente com essas pessoas, formando laços genuínos que ameaçam os limites entre performance, atuação e realidade. Ao confrontar as implicações morais de seu novo trabalho, o ator redescobrirá o valor do pertencimento e a beleza sutil das relações humanas.
O que achei?
Eu confesso que desconhecia essa prática comum no Japão de contratar atores para que façam papéis de família, amigos, etc. Então tudo isso se torna uma descoberta para o público assim como para o personagem de Brendan Fraser. Ele tem aquele olhar triste que já entrega o momento de total desamparo em que Phillip vive. E quando descobre o serviço há alguns momentos até divertidos. Só que ele se depara então com dois casos , e aí é pura emoção. O elenco do Japão é todo ótimo e há belas paisagens do país. Só que o filme é todo de Brendan. Sempre tão querido e emocional, ele envolve você totalmente nessa história.










































