Qualquer filme com Chris Hemsworth, Mark Ruffalo e Halle Berry logicamente irá chamar minha atenção. E Caminhos do Crime, que estreia nessa quinta, tem os três, e ainda estreou com 100% no Rotten Tomatoes, a nota mais alta para um filme policial/ação nessa década. Só que com suas 2h19, confesso que o filme não me convenceu. Tem um elenco incrível, mas na minha opinião, poderia ter sido muito melhor.

Um ladrão de joias perpicaz e esquivo (Chris Hemsworth) cujos roubos arriscados na famosa e icônica rodovia 101 da cidade deixa a polícia perplexa. Um dia, ele planeja o crime mais ambicioso da sua vida, vislumbrando ser o último trabalho. Surge, então, uma corretora de seguros desacreditada (Halle Berry). Enquanto ela enfrenta seus próprios obstáculos e encruzilhadas, acaba envolvida nessa história. Paralelamente, um detetive obstinado (Mark Ruffalo em papel que seria de Pedro Pascal) acredita ter encontrado um padrão na série de assaltos, fechando o cerco e elevando ainda mais os riscos. À medida que o grande e multimilionário roubo se aproxima, o trio é forçado a confrontar as ameaças e os custos das escolhas que fizeram.
O que achei?
Para mim o grande problema é que são muitas histórias paralelas ao mesmo tempo, o que deixa o filme cansativo. Isso porque o filme acompanha as situações/dramas dos três personagens principais. Apesar de dar oportunidades para os atores, que são incríveis, tira muito foco da história principal: o roubo. As motivações do policial e da executiva de se envolverem na história poderiam ser determinados de uma maneira bem mais direta para explicar a confluência dos três. Há ainda a história da jovem vivida com muito charme e vivacidade pela ótima Monica Barbaro que, vamos combinar, era totalmente dispensável. Entretanto, é claro, que como todos os envolvidos são ótimos, isso é até desculpável. Há ainda as participações especiais chiques de gente importante como Jennifer Jason Leigh, Nick Nolte e Tate Donovan, como pessoas importantes nas vidas do ladrão e do policial.

A fotografia é sensacional (Los Angeles à noite é sempre um espetáculo) e tudo tem um certo clima que lembra produções dirigidas por Michael Mann, como Fogo contra fogo. E é preciso tirar o chapéu para toda a sequência do roubo no Hotel Beverly Wilshire – essa é bem boa. Outro destaque é Barry Keoghan como o ladrão completamente louco que tenta ultrapassar o personagem de Chris Hemsworth. Normalmente acho Keoghan um ator sempre exagerada, mas nesse caso o papel caiu como uma luva, rsrs.

E claro, Chris Hemsworth. Ele consegue transmitir todo o nervosismo, necessidade de pertencer, depressão, ao personagem. Provavelmente é sua melhor atuação da carreira. Pena que a direção e o roteiro poderiam ter sido um pouco mais ‘enxugados”.









































