É sempre a mesma coisa. Quando uma série que você acompanha há muitos anos termina, fica uma sensação de grande vazio. E isso aconteceu mais uma vez com o final de Stranger Things, num episódio de mais de duas horas, da Netflix. Ele chegou no dia 31, num acontecimento que teve sessões em cinemas, e também fez o serviço da Netflix ficar congestionado. Eu só vi o episódio do adeus ontem (dia 1º). E posso dizer que foi um belo final, com momentos de emoção para os fãs, homenagens a vários momentos do passado da série, e ainda várias referências a filmes clássicos.
O final mostra como Eleven e Cia. lutam para destruir Vecna/Henry, fugir do exército e também do mal maior que quer destruí-los. Para isso, eles entram no mundo invertido/buraco de minhoca, e passam por diversas provações. O episódio começa exatamente após o episódio anterior. Há momentos heroicos para todos. Confesso que gostei muito do arco de Nancy, com vários momentos – e cenas – onde ela faz homenagens à Sigourney Weaver e a personagem Ripley. Impossível não relembrar. Também admirei o final dos quatro amigos. É sensacional ver cenas dos quatro na primeira temporada, tão lindos e pequeninos, e seguindo seus caminhos.

E mais…
Steve continuou sendo meu personagem preferido – e pensar que ele deveria ter morrido na primeira temporada, rs. A amizade dele com Dustin continua sendo um dos pontos altos. Aliás, amei a homenagem a Eddie na cena de formatura – simplesmente sensacional. Também impossível não mencionar Nell Fisher como Holly e Cara Buono como Karen Wheeler. E claro, há o “elefante na sala”, a participação de Millie Bobby Brown e o desafio de Eleven. Muita gente anda reclamando do final da personagem. Confesso que gostei, tenho uma certa admiração por finais abertos. E, como os amigos, eu prefiro acreditar…

Li numa matéria sobre pessoas que foram ver o episódio numa sessão de cinema, que o momento que as pessoas mais gostaram foi o final de Joyce e Hopper. Achei lindo, e também ri com a referência à cidade de Montauk – que tem uma histórias estranhas sobre viagem no tempo e guerra psicológica . Mais em linha com a série, impossível. Winona começou a série como a grande estrela, mas esteve bem apagada nesse final. Entretanto fiquei feliz com seu papel na morte de Vecna.

É claro que há algumas dificuldades. Por exemplo, dar a cada um dos personagens um final digno e que emocionasse a todos nós. Tive vários momentos de emoção, mas especialmente o discurso de Dustin, e o último jogo de Dungeon and Dragons, onde Mike conta sua versão da história, foram os que mais me tocaram. Há conversas para um possível spinoff (quem sabe algo com Suzie Q, que sumiu da história, rsrs?) Eu, com certeza, vou acompanhar.








































