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As dúvidas de relacionamento de A porta ao Lado

Filmes sobre relacionamentos entre casais são um gênero que tem crescido no cinema brasileiro. Na próxima sema, por exemplo, teremos O Rio do Desejo (vai ter vídeo de entrevista com os atores). E nesta tivemos a estreia de A Porta ao Lado nos cinemas. O interessante deste último é que aborda o ponto de vista feminino sobre o que é traição efetivamente. Será que é o pensamento sobre outra pessoa ou o ato efetivo?

Em A Porta ao Lado, Rafa (Dan Ferreira) e Mari (Letícia Colin) vivem um relacionamento tranquilo e estável, monogâmico, dentro dos moldes mais tradicionais. Juntos há mais de cinco anos, os dois se acostumaram com a rotina e a monotonia da vida de casados, sem muitas aventuras. Mas quando Fred (Túlio Starling, de Pantanal) e Isis (Bárbara Paz), um casal que vive um relacionamento aberto, se muda para o apartamento ao lado, Mari acaba sendo levada a questionar seu casamento. E também considerar outras formas de se relacionar. O encontro entre os dois casais provoca desejos, dúvidas e inseguranças. E transformará completamente a vida dos quatro.

O que achei?

O filme tem um grande trunfo que é ter uma protagonista como Letícia Colin. Ela faz vilãs (como em Todas as Flores) e mocinhas, como em Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood, com igual talento. Aqui em A Porta ao Lado, ela não é nem vilã nem mocinha. É simplesmente uma mulher que se divide entre a vida do dia a dia e uma grande paixão. Quem nunca? E é o seu trabalho que faz com que o filme funcione.

Letícia sabe mostrar ao público cada nuance, cada dúvida, de seu personagem. Faz com que você acompanhe a história com interesse para saber qual caminho ela seguirá. Barbara Paz, como Isis, a vizinha, mais uma vez faz o papel de …Barbara Paz – ela faz sempre tudo igual, rsrs! Já os dois protagonistas masculinos, Tulio Starling e Dan Ferreira, são bem fraquinhos.

O filme funciona, até seu final . Só que aí, há mais um exemplo de um roteiro que não sabe terminar. Por isso opta pelo final aberto. E aí você escolhe. Há poucos filmes que fazem desse recurso uma coisa inteligente. A maioria, como no caso de A Porta ao Lado, usa somente como preguiça de resolver uma situação. Pena!

 

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