Será que você é o público de Desejo de Matar, com Bruce Willis?

Quando você se vê na frente do laptop pronta para escrever a análise de um remake de Desejo de Matar, com Bruce Willis  no papel que foi de Charles Bronson, percebe que será difícil fazer uma análise simplesmente cinematográfica. Afinal, todo o mundo que vai assistir  a um filme como esse sabe exatamente o que esperar.  Violência com as próprias mãos, requintes de crueldade, ação todo o tempo, música alta, algum humor perdido no meio do caminho, e o mocinho (nem tão mocinho assim), que consegue sua vingança no final. E ainda Bruce trazendo todo o seu carisma para o papel principal. Então, Desejo de Matar é bem filmado, mas traz mensagens pouco corretas, com uma apologia à violência e justiça pelas próprias mãos, mesmo muitas vezes, vendo essa posição com ironia.

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É claro que o filme provocou polêmica quando foi lançado nos Estados Unidos. Foi acusado de racista e de incentivador do uso de armas. Isso porque no filme, Bruce é um gentil cirurgião chamado Paul Kersey, que vê sua vida virar de cabeça para baixo, quando sua casa é invadida, sua mulher (Elisabeth Shue) é assassinada e sua filha adolescente acaba em coma depois de ser ferida. Quando a polícia demonstra que não consegue fazer muita coisa, Paul resolve fazer justiça com as próprias mãos. Consegue uma arma, aprende a atirar e sai em busca dos assassinos. Numa época de redes sociais e câmeras em todos os cantos, ele é idolatrado por uns que o veem como um justiceiro, enquanto outros acham que ele é um maluco armado e perigoso.

Nos anos 70, o Desejo de Matar original foi um grande sucesso, transformando o coadjuvante de sempre, Charles Bronson,  que sempre foi meio canastrão na minha opinião, num astro.  Os filmes, vistos hoje, são um horror, praticamente um TV movie mal feito, com um Charles Bronson péssimo. Mas era algo que funcionava muito na época, e que teve seu ponto central usado em diversos outros filmes feitos desde então.

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Será que o novo Desejo de Matar também vai funcionar? Pode ser. Aqui no Brasil esse tipo de filme sempre teve bom resultado. Como já disse, do ponto de vista técnico, ele é bem feito, com exceção de Bruce. Afinal, quem é fã como eu sabe,  ele precisa de um diretor de mão forte para ter uma boa atuação.  E Eli Roth, que fez aquele horroroso Bate Antes de Entrar, definitivamente não é. Quero pensar que aqui o objetivo de Bruce foi homenagear Charles Bronson, e por isso, ele está péssimo! Mas mesmo assim é Bruce Willis, e ainda “aguenta o tranco” de um filme de ação.

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Ou seja, no final, se você gosta de policiais de ação e não se importa que ele seja totalmente politicamente incorreto, Desejo de Matar é uma opção para ver no cinema. Se não aguenta essa história de justiça com as próprias mãos, armas e truculência, passe longe. Simples assim…

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