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Os momentos inesperados de O Animal Cordial

Existe um sub-gênero de filmes de terror, chamado slasher movies. Geralmente, eles tem esse nome porque é cheio de violência, geralmente sobre um assassino que usa algum objeto cortante para matar diversas vítimas. Como exemplo, há o filme Halloween, e ainda a série disponível na Netflix, chamada … Slasher. E esta semana, está estreando nos cinemas, um filme brasileiro – pelo que sei, o primeiro – que se encaixa nesse nicho de cinema. É O Animal Cordial, dirigido por Gabriela Amaral, e estrelado por Murilo Benício, que inclusive ganhou o prêmio de melhor ator no Festival do Rio, por seu papel como o dono de restaurante Inácio.

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A história se passa durante uma única noite onde o restaurante destinado à classe média alta de Inácio é invadido, no fim do expediente por dois ladrões armados. Inácio, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos e precisam lidar com a situação. Conforme o tempo vai passando, todas as pessoas fechadas naquele ambiente vão se deixando dominar pela violência e pela angústia, o que resultará em momentos de tensão e morte.

O filme é produzido por Rodrigo Teixeira, que não só é o cara por trás do grande sucesso deste ano, Me Chame pelo seu Nome, como também do terror A Bruxa. O terror de O Animal Cordial, entretanto, é bem diferente do medo sugerido de A Bruxa. Aqui,  o terror está na violência, na dominação, no medo de ser a próxima vítima, além dos requintes sádicos de alguns momentos. Por isso, a censura do filme é 18 anos ( também há uma cena forte de sexo entre os personagens de Luciana Paes e Murilo Benício)

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A diretora Gabriela Amaral é uma veterana de curtas, todos muito elogiados. Além da direção, ela é também responsável pelo roteiro, que segundo ela, escreveu rapidamente. O filme também foi rodado em ordem cronológica, o que não é comum no cinema. Mas essa decisão, com certeza, fez com que os atores pudessem entrar mais a fundo em seus personagens, especialmente no que diz respeitos às mudanças de cada um. Como vítimas se tornam algozes, e a audiência passa até a sentir pena do ladrão assassino.

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Obviamente, não é um filme para todos os públicos. Apesar de reconhecer a qualidade do filme, não sei dizer até agora se gostei ou não dele. Mas, com certeza, ele  ficou na minha mente desde que o vi, na semana passada. Veja abaixo o vídeo de entrevistas que fiz sobre o filme – até ele teve momentos inesperados!

 

 

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