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O que esperar da divisão dos Vingadores em Capitão América: Guerra Civil

Quando Capitão América: Guerra Civil foi anunciado, as pessoas começaram a brincar, se referindo a ele como Vingadores 2 e ½ por causa de todas as participações de super-heróis no filme. Nem se pode dizer que o Capitão seja o verdadeiro astro. Tudo é dividido com o Homem de Ferro, que pelo menos para mim, é um personagem muito mais interessante.  Mas, mesmo assim, como no caso dos outros dois filmes do Capitão, achei que este é das mais fracas das aventuras. É claro que vai fazer caminhões de dinheiro, quando estrear esta semana no cinema. Só que, ao contrário de Vingadores: Era de Ultron não me divertiu, não me fez vibrar,  e em alguns momentos foi até chato em suas duas horas e meia.

A história começa com Steve Rogers liderando um grupo dos Vingadores em uma missão na África para proteger a humanidade. Só que após outro incidente mais uma vez resultar em danos colaterais, aumenta a pressão política para instalar um sistema, comandado por uma agência do governo, liderada pelo conhecido general Thaddeus Ross (William Hurt), para supervisionar e dirigir a equipe. Isso acaba dividindo os Vingadores, resultando em duas frentes. Uma liderada por Steve Rogers e seu desejo de que eles se mantenham livres para defender a humanidade sem interferências – o Falcão, Arqueiro, a Feiticeira, Homem-Formiga, o Soldado Invernal. A outra que segue a surpreendente decisão de Tony Stark de apoiar a responsabilização e supervisão do governo – Viúva Negra, Homem-Aranha, Visão, James Rhodes, Pantera Negra.

Quando digo que o filme é dos mais fracos da Marvel, não implica que não tenha momentos muitos bons. O grande destaque é a luta do meio, onde os dois lados de Vingadores se enfrentam. Bom timing, um pouco de humor, referências até a Star Wars e uma boa briga entre amigos. Vale o filme. Fora isso, a apresentação dos novos vingadores, o Pantera Negra, e principalmente o Homem-Aranha são bem escritas e fazem que se tenha vontade de ver os filmes solo de ambos, que chegarão no ano que vem e no seguinte.

Há outras boas cenas, especialmente para os fãs de Robert Downey Jr. A primeira é uma lembrança do passado, onde os efeitos que já remoçaram Michael Douglas em Homem-Formiga, estão ainda melhores e fazem com que Robert lembre mesmo o tempo que era mocinho em filmes como Only You. Aliás, aqueles que como eu são fãs daquele filme vão vibrar com as cenas entre ele e Marisa Tomei, que aparece como a tia de Peter Parker. Só faltou uma referência a sapatos. Foi meu momento favorito de Capitão América: Guerra Civil.

No final, com uma quantidade enorme de atores, alguns estão claramente desperdiçados. Entre eles, William Hurt, Don Cheadle, Hope Davis, Martin Freeman e a coitada de Emily VanCamp, que tem que passar pelo mico de  se meter no meio da história de amor do Capitão e do Soldado Invernal. Sim, porque se aquela não é uma história de amor eu não sei mais o que pode ser…

O Arqueiro de Jeremy Renner como sempre é um desastre. Ninguém estava sentindo falta dele quando fez sua grande entrada no filme. Já Daniel Bruhl faz o que pode com um vilão fraco. Saudades de Loki ! Quem sabe no futuro as coisas melhorarão já que Zemo é um dos maiores inimigos dos Vingadores nos quadrinhos…  Tem uma bela homenagem a Peggy Carter, será que é um vislumbre do destino da série, um funeral? Mas alguns personagens-chave não mostram as caras. Hulk e Thor estão desaparecidos, já que estão “guardados” para voltar em Thor: Ragnarok. Nick Fury e Maria Hill também estão fora. Mas eu senti mais falta de Pepper (Gwyneth Palthrow). Ela é lembrada e citada várias vezes durante o filme. Esperei até o último minuto para ver se ela apareceria nas cenas pós créditos. Mas não, nada de Pepperony desta vez. Aliás, falando de cenas pós-créditos, a Marvel foi bem econômica aqui. Só tem uma, logo depois dos primeiros nomes, e mesmo assim sem grandes pistas para os próximos filmes. Não houve referência alguma a Doutor Estranho.

Talvez um de meus problemas com o filme seja a total falta de empatia com o Capitão América como personagem. Falta-lhe humor, vivacidade, sensualidade. Por isso, os seus três filmes estão entre os que menos gosto da Marvel.  Mas tem aqueles que acham que são os melhores. Então, parafraseando a chamada do filme, de que lado você está?

 

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