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Johnny Depp se recupera em Aliança do Crime

Aliança do Crime, que estreia esta semana nos cinemas é uma espécie de redenção de Johnny Depp. Depois de vários fracassos recentes como O Cavaleiro Solitário, Transcendence e Mortdecai: A Arte da Trapaça (que eu acho bem divertido), ele precisava de um filme sério, onde ele finalmente saísse da “primeira marcha “, que andava ultimamente como ator. O filme lhe proporciona isso. Está assustador (as lentes de contato quase brancas lhe conferem um ar bem demoníaco), envolvente e diferente. É uma boa razão para ver o filme e muita gente fala em possibilidade de algum tipo de prêmio (até uma indicação ao Oscar).

No filme, ele é James “Whitey” Bulger, um mafioso irlandês, que é convencido pelo agente especial do FBI John Connolly (Joel Edgerton) a colaborar com o FBI a fim de eliminar um inimigo em comum para as duas partes: a máfia italiana. Só que esta inusitada aliança acabou saindo do controle, permitindo que Whitey descumprisse leis impunemente enquanto consolidava seu poder, tornando-se um dos gângsteres mais cruéis e perigosos da história de Boston nos anos 70.

Fazer o filme sobre a história deste homem foi uma tarefa difícil. Primeiro, o astro Johnny Depp aceitou, depois recusou o papel principal devido a problemas de salário, mas acabou retornando. Joel Edgerton, com isso, quase não pode mais entrar na produção como John Connolly, por problemas de agenda. Mas no final, conseguiu manter seu compromisso. Já Guy Pearce, originalmente contratado para ser o irmão de Whitey, Billy, caiu fora e abriu espaço para Benedict Cumberbatch assumir (ótima troca!). Isso sem contar sobre o problema de duração do filme. Segundo o diretor Scott Cooper, originalmente o filme tinha quase 3 horas. Só que ficou claro que ficaria muito cansativo, então foi editado para os atuais 122 minutos. Com isso, quem “dançou” foi Sienna Miller, que entraria no filme como uma namorada de Whitey. Seu papel foi totalmente eliminado na montagem final.

Mas mesmo assim, o filme ainda tem um problema de ritmo, já que quer cobrir muita coisa, resultando num problema de foco. Dividido em três partes, é um tanto cansativo em alguns momentos, e não dá muita chance para os muitos de seu ótimo elenco como Dakota Johnson, Kevin Bacon, Corey Stoll, Peter Sarsgaard e Julianne Nicholson (ótima). Apesar disso é obviamente uma história interessante e tem uma produção de primeira linha. Só que diversas vezes me veio a lembrança do muito superior Os Infiltrados, que tem um tema similar.  Ou seja, é um bom filme, mas não inesquecível.

Johnny Depp, Dakota Johnson, o diretor Scott Cooper e Joel Edgerton no tapete vermelho do Festival de Veneza

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