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Com 5 indicações, Green Book: O Guia é um prazer de ver!

A indicações ao Oscar saíram  hoje , e Green Book: o filme saiu com 5 . São elas : Filme, Ator (Viggo Mortensen), Ator Coadjuvante (Mahershala Ali), Roteiro Original e Montagem. Ele já tinha ganhado o Globo de Ouro e o prêmio do Sindicato dos Produtores, o que não é pouca coisa. Mas, na verdade, é bem merecido. O filme é adorável, com atores em sua melhor forma. É um road movie, que fala sobre a amizade que nasce entre homens muito diferentes em situações totalmente inesperadas. É uma delícia de ver.

A história

O filme se passa em 1962. Tony Lip (Viggo Mortensen) é um “segurança” da badalada boate Copacabana. Mas um incidente acaba fazendo com que a boate feche para “reforma”, deixando Tony livre para aceitar algum bico de trabalho. Aparece então a proposta de servir como motorista para um músico chamado Don Shirley, que vai passar dois meses viajando pelo sul dos Estados Unidos. O problema é que Don é negro, e Tony tem problemas com isso. Mas o dinheiro é  considerável, e logo os dois saem de carro de Nova York rumo ao sul totalmente racista  da época.

O interessante é que se trata de uma história real. O Tony Lip da história inclusive fez participações em filmes de Scorcese (Os Bons Companheiros) e séries como A família Soprano (era Carmine Lupertazzi). Já Don Shirley era um grande nome da música. Diz a lenda que os dois ficaram grandes amigos até o fim da vida real.

Racismo e Amizade

O filme trata, é claro, de situações de racismo.  Aliás, o green book  (livro verde) do título é um guia que eles usam durante a viagem, e que mostra lugares onde as pessoas negras podiam se hospedar e comer no sul do Estados Unidos. Porque , na época, eles não podiam ir a todos os lugares, com o risco de serem hostilizados. Mas, Green Book: o Guia trata muito mais de amizade. Como grandes amizades podem nascer das situações mais improváveis, entre as pessoas mais diferentes. E isso já é uma grande coisa!

O filho de Tony, Nick Villalonga, é um dos produtores. E o filme teve sua dose de problemas nos bastidores (assim como praticamente todos os outros candidatos ao Oscar). Primeiro, foi Viggo Mortensen que mencionou a palavra “nigger” durante uma coletiva. Isso é considerada um forma depreciativa de falar sobre pessoas da raça negra. Não foi intencional, ele se desculpou, e ficou tudo certo.

Mas depois, pessoas da família de Don Shirley disseram que algumas coisas no filme não estavam certas. Nova conversa, e ficou tudo bem (aparentemente). Mas, recentemente, foram descobertos alguns tweets antigos do diretor, Peter Farrelly, considerados racistas . E isso foi na última semana. Pode ser que isso atrapalhe as possibilidades de ganhar um Oscar de melhor filme, por exemplo. Ainda mais que o diretor Peter Farrelly não foi indicado.

Peter Farrelly dirigindo uma cena do filme

E no final…

Só que uma coisa parece certa. Mahershala Ali deve levar novamente o prêmio de coadjuvante (ele já tem um por Moonlight). É claro que o papel dele é mais de co-protagonista do que de coadjuvante. Mas tudo bem. Tanto ele quanto Viggo, diferente de tudo que você já o viu fazer, estão estupendos. Eles ajudam a fazer do filme um dos mais prazerosos de assistir dessa temporada de premiações.

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