Assassin’s Creed chega ao cinema com Michael Fassbender

O universo dos vídeo games, apesar de movimentar mais dinheiro que o cinema, tem uma atração enorme pela tela grande. Vários filmes  baseados em games já ganharam sua versão, com resultados diversos em termos de bilheteria e qualidade. No ano passado, por exemplo, Warcraft foi um grande fracasso nos Estados Unidos, mas rendeu uma enorme quantidade de dinheiro no resto do mundo. No final do mês, chega ainda o sexto e último capítulo de Resident Evil, o Capítulo Final.  E esta semana estreia Assassin’s Creed nos cinemas.

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Criada pela Ubisoft há cerca de dez anos, a série de games é um enorme sucesso. Até 2016 já haviam sido vendidas mais de 100 milhões de cópias. Era natural que o cinema viesse logo a seguir com vontade de virar franquia.  No filme, vemos que através de uma tecnologia revolucionária que desbloqueia as memórias genéticas, Callum Lynch (Michael Fassbender) consegue vivenciar as aventuras de seu antepassado Aguilar, na Espanha do século XV.  Callum descobre que ele é descendente de uma misteriosa sociedade secreta, os Assassins. Com o objetivo de descobrir um importante artefato desaparecido há centenas de anos, ele passará por várias fases até desenvolver seu conhecimento e habilidades para saber qual deverá ser o seu caminho.

Michael Fassbender entrou logo no início do projeto, não só como ator principal como também com produtor. E chamou seus companheiros de Macbeth: Ambição e Guerra, de 2015, Marion Cotillard e o diretor Justin Kurzel. E creio que está aí o grande problema do filme. Como se pôde ver em Macbeth, Kurzel é fã de uma câmera pseudo-artística, com muita sujeira, poeira e pouca luz (ás vezes é difícil enxergar quem é o ator). Esse é o grande problema de uma produção como essa que custou cerca de 150 milhões de dólares. É preciso recuperar o investimento, e dar lucro. Com cerca de três semanas de exibição nos Estados Unidos, o filme rendeu somente 45 milhões. A esperança de salvação é o mercado externo, como aconteceu com Warcraft. Só que Warcraft tinha uma linguagem muito mais popular, o que facilitou o seu subsequente sucesso.

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A sensação aqui é que o filme não consegue agradar nem fãs nem não fãs do game.  Mas ele não é totalmente ruim. É bem superior a Macbeth, Michael Fassbender continua sendo um colírio para os olhos (sem camisa em várias cenas), e tem boas cenas de luta e coreografias de perseguição. Só que fica a sensação que ficou devendo. Bastante.

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