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Adeus, Milos Forman!

Pode ser que hoje muita gente não o conheça. Mas, Milos Forman, vencedor de dois Oscars de melhor diretor – por Um Estranho no Ninho (1975) e Amadeus (1984), teve uma vida digna de um filme. Ele faleceu noite passada, aos 86 anos. E seus grandes filmes estão aí para lembrar sua trajetória triunfante.

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Milos nasceu na antiga Checoslováquia, hoje República Checa, em 1932. Seus pais, foram acusados de colaborar com a Resistência durante a segunda guerra mundial, e enviados para campos de concentração, onde morreram – já adulto ele descobriu que seu pai biológico na verdade era outro, Otto Kohn, um arquiteto de origem judaica. Ele foi então para Praga onde estudou cinema, e mais tarde começou a dirigir pequenos filmes. Neles desenvolveu um estilo próprio com produções reconhecidas como  Pedro, O Negro (1964), Os Amores de uma Loira (1965), e  O Baile dos Bombeiros (1967). Mas, depois da invasão das tropas russas durante a primavera de Praga em 1968, ele emigrou para os Estados Unidos em busca de uma nova vida.

Mesmo com as dificuldades inciais, Milos conseguiu dirigir seu primeiro filme na nova terra, Procura Insaciável, que inclusive lhe valeu o grande prêmio do júri  no Festival de Cannes, e uma indicação ao BAFTA. Depois ele não parou mais. Em 1975, Um Estranho no Ninho, ganhou todos os Oscars principais – filme, diretor, ator, atriz e roteiro (adaptado).

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O produtor Michael Douglas, Milos, Louise Fletcher, Jack Nicholson e o produtor Saul Zaentz na noite do Oscar.

Rm seguida, vieram outros sucessos, a versão cinematográfica do musical da Broadway, Hair, e o elogiado Na Época do Ragtime, que recebeu oito indicações para o Oscar (mas nenhuma para Milos).

Seu filme seguinte, Amadeus, que contava a vida de Mozart, foi a consagração. Venceu em oito categorias, inclusive filme e direção. A aceitar o prêmio, ele disse: “Estou muito orgulhoso porque esse é um filme americano com muitos artistas  e técnicos tchecos  colaborando (o filme foi rodado em Praga). Ter esse reconhecimento dos membros da Academia para esse tipo de colaboração, eu creio que é muito encorajador por mais do que razões artísticas ou de bilheteria.”

Depois Milos dirigiu ainda Valmont – Uma história de Seduções, que ficou meio apagado depois do lançamento de Ligações Perigosas, já que ambos contavam basicamente a mesma história, Em compensação, O Povo contra Larry Flint, a biografia do controverso dono da Penthouse, lhe rendeu uma nova indicação – foi o único diretor indicado sem que o filme também fosse naquele ano.

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Seus últimos filmes em Hollywood foram O Mundo de Andy, mais uma biografia, dessa vez com Jim Carrey numa fantástica atuação dramática,  e Sombras de Goya, com Javier Bardem e Natalie Portman. Ele chegou a dirigir novamente em Praga, mas estava aposentado desde 2009.

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Uma vez, Milos disse o seguinte sobre a profissão que escolheu: “Um diretor é um pouco de tudo, um pouco roteirista, um pouco ator, um pouco montador, um pouco figurinista. Um bom diretor é quele que escolhe para essa profissão gente que é melhor do que ele. Sim, eu consigo escrever, mas eu tenho um roteirista que é melhor do que eu. Eu tenho atores que são melhores do que eu atuando, eu tenho engenheiros de som que são muito melhores do que eu como engenheiro de som. É uma profissão estranha…”

Adeus, Milos!

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